Estados Unidos tentam evitar vexame histórico

Quem diria! A maior potência econômica do planeta pode ficar sem grana para pagar seus credores. Inclusive o Brasil. Quem diria…

Fonte: G1

Can you, Mr. President? Obama em coletiva
na Casa Branca, nesta sexta, 15. (Foto: Larry Downing/Reuters)
Sempre quando uma nação dominadora enfraquece, a ponto de perder boa parte do respeito das outras, fique certo de que você está falando de pura História. Neste caso, pode ter certeza que os livros didáticos contarão aos seus filhos o que você está vivendo hoje. E hoje a realidade é a seguinte: os Estados Unidos correm contra o tempo, para evitar uma vergonha incomensurável.

O presidente Barack Obama, que tenta provar ao mundo (e ao seu próprio país) que sim, ele pode (referência ao seu slogan da campanha eleitoral de 2008), tenta evitar que seu país sofra com o que os americanos chamam de default, mas o que todos conhecemos como calote.

Nesta sexta (15), Obama disse, em entrevista coletiva na Casa Branca, Washington, que o país precisa urgentemente entrar em um acordo sobre o aumento do teto da dívida norte-americana, que hoje é de US$ 14,3 TRILHÕES e que já foi alcançado em maio. O que isso quer dizer? Simples. Se até o próximo dia 2 de agosto, os políticos da Terra do Tio Sam não chegarem a um consenso sobre o teto desta dívida, o país não terá como saná-la. Ou seja, calote.

Obviamente, o tempo está se esgotando e o que disse aos membros do Congresso é que eles têm as próximas 24 a 36 horas para me dar uma ideia do plano para elevar o teto da dívida através de um mecanismo apropriado, disse o Chefe de Estado, na coletiva.

TINHA UMA PEDRA… O grande obstáculo que Obama tem de enfrentar, neste momento, é a oposição. Maioria na Câmara de Representantes, os adversários dos Democratas, partido do presidente, dizem que o aumento do teto da dívida significará um grande corte no orçamento do país. O que é bastante óbvio. E nós sabemos que Barack não tem lá muita popularidade por lá. Já não bastasse perder o apoio da maioria na Câmara…

O que acontece é que os Democratas propõem medidas que afetariam os contribuintes mais ricos da nação, enquanto os Republicanos, rivais de Obama, pedem cortes nos gastos sociais. Mesmo assim, o presidente disse estar aberto a opiniões e sugestões da oposição. “Se me mostrarem um plano sério, estou disposto a considerá-lo”, afirmou. Outro detalhe seria o imprescindível aumento dos impostos. Sem ele, Obama afirmou que nenhum plano seria “sério”.

O OUTRO LADO A China, maior credora dos Estados Unidos, com mais de US$ 1 TRILHÃO em bônus do Tesouro, botou pressão na Casa Branca, pedindo soluções rápidas para que o país não perca toda essa grana. Isso fez aumentar as chances da nota da dívida americana, hoje a máxima “Aaa”, segundo a agência Moody’s, ser reduzida. Outra agência classificadora de déficits, a Standard & Poor’s ratifica que, mesmo uma decisão sendo tomada rapidamente, a nota americana tem grandes chances de cair.

32% da dívida pública dos Estados Unidos está nas mãos dos países exportadores de petróleo, Reino Unido, Japão, China e BRASIL. Sim, o Brasil é credor dos yankees. Somente para nós, eles devem a bagatela de US$ 187 bilhões. 
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