Dois olhares sobre o RU

Um estudante e uma funcionária opinam sobre as atuais condições do Restaurante Universitário da UFPA. Organização e higiene são os principais pontos.

Gustavo Ferreira e Marlon Leal

Conhecido pela comida barata e pelas filas assustadoras, o Restaurante Universitário (RU) do Campus Básico da UFPA, prestes a comemorar 18 anos de funcionamento, recebe centenas de alunos, professores e servidores diariamente, no almoço e no jantar. 

A aglomeração de pessoas reflete o seu sucesso e, ao mesmo tempo, uma estrutura cada vez mais insuficiente para recebê-las. Para alunos e funcionários, um ambiente que precisa de reparos, sob pontos de vista distintos. Entrevistamos um aluno de graduação e uma funcionária, cada um relatando suas impressões sobre um dos pontos de encontro mais famosos da Universidade.

SENHAS E DESPERDÍCIO Adilson Figueiredo, aluno de Odontologia (localizado no Campus Profissional), conta que almoça no RU quando precisa estagiar no Campus Básico, e queixa-se sobre a falta de senhas para organizar a bagunça nas filas. “Ter senha é questão de ser justo, pois agora, sem as senhas, a aglomeração é constante. Acho que elas (as senhas) deveriam voltar”, disse o estudante.

Em contrapartida, a cozinheira Nazaré Almeida, que começa seu turno ás 6 da manhã, afirma: “melhorou muito sem senha, elas causavam muito transtorno. Inclusive houve um caso de agressão a uma funcionária, no RU do (campus) Profissional, há uns meses atrás, por conta das senhas”. Até agora, segundo ela, não houve nenhuma queixa contra o sistema atual.

Perguntados sobre o desperdício de alimentos após as refeições, Nazaré e Adilson têm visões diferentes. Enquanto para o estudante, o índice de rejeição é elevado, a funcionária considera o mesmo índice normal. “O que os alunos deixam mais é farofa, salada. O principal, eles comem”, segundo a cozinheira.

HIGIENE Um dos maiores incômodos para quem come no RU é o constante tráfego de cachorros entre as mesas. Mesmo com a simpatia de alguns jovens, a circulação dos caninos vai de encontro às principais leis de higiene. Neste aspecto, os dois entrevistados concordam ao afirmar que a presença dos animais é ruim.

Nazaré conta que os funcionários tentam buscar uma solução para o problema, perante os órgãos administrativos, e que a cozinha está livre de qualquer invasão dos animais. “É higiênica”, segundo ela, que também culpa os “alunos-porcos” para a presença dos cães no RU: “eles (os alunos) também contribuem, dando comida pros cachorros. Aí eles se acostumam e sempre voltam”.

Para Adilson, a solução seria “tirar os animais” do recinto, reforçando a segurança nas entradas do Restaurante. “Além de trazerem doenças, os cachorros atrapalham a gente na hora das refeições. O jeito seria fazer com que eles não pudessem entrar”, disse o estudante de Odontologia.

*Matéria produzida para a disciplina “Laboratório de Jornalismo Impresso I – Redação”, do prof. Manuel Dutra.
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