UFPA acolhe imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

Pelo segundo ano consecutivo, a imagem usada nas procissões oficiais é levada em procissão na Cidade Universitária, nesta quarta (21). Corda é novidade.

Gustavo Ferreira
Saída da procissão, do Hospital Universitário Bettina Ferro
(Foto: Gustavo Ferreira)
Há 18 dias do Círio, foi a vez dos Campi da UFPA, no bairro do Guamá, receberem a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A procissão saiu do Hospital universitário Bettina Ferro pouco depois das 7h30 da manhã desta quarta, e percorreu um longo caminho até o Centro de Eventos Benedito Nunes, no Campus Básico. Repleto de homenagens, o percurso da caminhada passou por vários pontos da Cidade Universitária e atraiu muitos fiéis para acompanhar sua passagem.
A terceira edição do Círio UFPA reuniu cerca de 400 pessoas, entre alunos, professores e funcionários da instituição, e trouxe uma grande novidade: com 49 metros de comprimento, uma corda cercou os fiéis próximos ao andor, com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Homens e mulheres se revezavam na condução do pesado símbolo da procissão.
PRESENÇA NA ACADEMIA Evento oficial do Calendário de Peregrinações do Círio, segundo a Arquidiocese de Belém, o Círio na UFPA é um dos momentos mais esperados pela comunidade acadêmica, composta em sua maioria por alunos (mais de 22 mil, segundo dados de 2010, da própria Universidade).
Fogos homenageiam a imagem peregrina de Nossa Senhora,
em frente ao Hospital Bettina (Foto: Gustavo Ferreira)
O Padre Sílvio Jaques, da Paróquia de Nazaré, diz que vê a procissão como um motivo para resgatar a fé católica nos jovens. “O intuito é trazer de volta a vivacidade católica, a porcentagem divina destes, que serão futuros administradores do mundo”, afirma. Para ele, o Círio de Nazaré tem este poder.
Mulheres guiam a corda, novidade deste ano no Círio
da UFPA (Foto: Gustavo Ferreira).
Para Elizia Lopes, funcionária do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), há 34 anos na Instituição, a presença de Nossa Senhora de Nazaré “é importante para toda a comunidade acadêmica, que precisa muito deste ato de fé, para trazer paz a todos, dentro e fora da Universidade”.
Segundo o Pe. Sílvio, no futuro esta procissão será cada vez mais reconhecida: “com mais divulgação e incentivo, em dez anos será feriado aqui dentro da UFPA, e a procissão atrairá mais e mais fiéis. Isso aqui estará lotado”.

MISSA Por volta de 9h10, a procissão chegou ao Centro de Eventos Benedito Nunes, onde foi recebido por vários funcionários e pelo Coral Metropolitano de Belém. A imagem foi recebida pelo Reitor, Carlos Maneschy, e foi conduzida até o auditório, onde foi celebrada uma missa, pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira.
Imagem é conduzida até o Centro de Eventos Benedito Nunes, para a missa celebrada por D. Alberto Taveira. (Foto: Gustavo Ferreira)

Em seu sermão, D. Alberto disse que “o Círio é um espaço de acolhida, de todas as pessoas e culturas, e que deve ser sempre assim”. No final, Maneschy falou sobre a importância da presença de Nossa Senhora na UFPA. “A ciência e a fé se unem, mostrando aqui que não são antagônicas, e sim as duas devem estar atreladas, complementares”, disse o Reitor. 

Reitor da UFPA, Carlos Maneschy falou
 sobre o Círio na Universidade (Foto: Gustavo Ferreira)
Após a missa, dona Elizia expressou toda sua alegria em ver Nossa Senhora de Nazaré tão perto. “A emoção é muito grande, de estar aqui, tão próxima, poder tocar o manto. No Círio isto é impossível. Me sinto honrada”.

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