Trasladação: o brilho de Nazinha pelas ruas de Belém

Um espetáculo de luz e calor marcam, todos os anos, a procissão da Trasladação, caminho inverso ao Círio de domingo. Neste sábado, mais de um milhão de fiéis, muitos destes jovens, encararam as ruas estreitas, o ensaio de chuva no início, tudo para deixar a berlinda pronta para largar, quando o sol do dia 9 nascesse.

Texto e fotos: Gustavo Ferreira

Avenida Magalhães Barata, 4h30 da tarde. A multidão já se reúne em frente ao Colégio Gentil Bittencourt, esperando a saída da procissão. Ao fundo, mas bem ao fundo, a linda berlinda aguarda para ser puxada pelo motor humano até a Sé.
Fachada famosa do Colégio Gentil, onde fica a imagem peregrina, descansando por um ano, até a vida fazer nascer o mês de outubro, mais uma vez.
Preces, orações, agradecimentos. Cena comum durante a missa que antecede a Trasladação. Já se aproximava o momento da saída.
Momento em que César neves, Diretor da Festa, mostra ao povo a imagem de Nossa Senhora, ainda desprotegida, prestes a ser fixada magneticamente ao seu posto. A proximidade desta pequena santa com este povo é impressionante.
Já em seu puleiro, Nazinha começa a percorrer os 3 km até a Cidade Velha, iluminando as ruas de Belém. 
A berlinda, completamente iluminada, passa em frete à Basílica Santuário, como quem diz: “me espera, amanhã eu estarei aqui em frente”.
Destaque de um dos Arcos de Nazaré, símbolos da Festa, que passou a ornar a avenida o ano inteiro a partir de 2008. 
Um dos promesseiros da noite, com sua Maria nas mãos, na cabeça e no coração, atraindo fotógrafos durante todo o percurso. Ao fundo, Nélia Ruffeil ancora o Jornal Liberal 2ª Edição, de um estúdio panorâmico, grande sacada da emissora.
Durante a Trasladação, a sobrevivência através do comércio. Brinquedos de miriti tem cadeira cativa no Círio de Nazaré. Trazem cor, alegria, lembranças. Porque a devoção começa na infância, seja qual for a idade…
Fogos homenageiam Nossa Senhora na fachada do Banco da Amazônia. Já estamos na Presidente Vargas. Só eu consigo ler um “Feliz Círio”?
Outra vez a berlinda para e recebe louvores de um banco, desta vez o Banco do Brasil. Mesmo em greve, os funcionários trabalham para manter a tradição de uma das homenagens mais bonitas, talvez a mias conhecida de todo o percurso.
Mas a noite é dos Estivadores e Arrumadores, que iluminam o céu de belém com um espetáculo de encher os olhos de lágrimas e o coração de ansiedade. Já já Ela chega na Sé, e em poucas horas vai começar tudo de novo… Mais um domingo de Círio está para nascer na Metrópole da Amazônia. 
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