Repórter E Retrô 2011

Pra encerrar 2011, o Repórter E faz uma retrospectiva dos fatos mais marcantes do ano. Desde o desabamento do Real Class, em janeiro, até o anúncio oficial do Brasil como 6ª economia do mundo, passando pelo Casamento Real, pela polêmica de Rafinha Bastos e pelo plebiscito sobre a divisão do Pará, muita coisa aconteceu e passou por aqui. Curte aí o último vídeo do Vlogue e a última postagem do Repórter, que entra de férias e volta em janeiro. Um abraço a você, seguidor, e até 2012.
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Rumo ao tri, guamaenses levarão teatro e dança para a avenida em 2012

Bole Bole, escola campeã do Grupo Especial em 2010 e 2011, defenderá o título homenageando Escola de Teatro e Dança da UFPA.


Quadra da escola, na Pass. Pedreirinha, bairro do Guamá. 
(Foto: Gustavo Ferreira)
O bairro do Guamá, o mais populoso de Belém, é reconhecido pelos altos índices de criminalidade e por demais mazelas sociais. Mas, além disso, seus moradores respiram música, em especial o samba. Quando fevereiro se aproxima, o povo se aquece para os desfiles de blocos carnavalescos e do grande orgulho do bairro: a Associação Carnavalesca Bole Bole.
Atual bicampeã do Grupo Especial de Belém, a escola de samba levará à Aldeia Cabana, local dos desfiles, a beleza e o talento da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA), em homenagem aos seus 50 anos.
Até a realização do desfile, no dia 18 de fevereiro, a diretoria da escola terá muito trabalho para levar as alegorias e os brincantes para a avenida. Herivelto Martins, presidente de honra da agremiação, conta como eles se preparam: “Primeiramente, nossa carnavalesca, Cláudia Palheta, prepara os desenhos, que viram protótipos. Daí eu mesmo desenho e monto a estrutura metálica dos carros. Pela experiência, no início de fevereiro, já está tudo pronto”.
ORGANIZAÇÃO Diferente dos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo, a estrutura dos desfiles da capital paraense, na opinião de Herivelto, é bastante limitada. A Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL), responsável pela organização do carnaval, não olha como deveria para o samba da cidade. “A FUMBEL não tem nenhum ponto forte, por falta de políticas públicas. Só trabalha com cultura quem entende de cultura”, afirma.
Outras parcerias viabilizam o desfile da escola, com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) e com a própria UFPA, que forneceram o material para a confecção de fantasias e alegorias. “Haverá, inclusive, ensaios no próprio campus da UFPA, nos domingos de manhã, para homenagear a universidade, e levar pelas ruas do bairro, até a nossa quadra na Pedreirinha, cantando nosso samba-enredo e chamando o povo guamaense”, diz, empolgado, o presidente de honra do Bole Bole.
Local é alugado para festas, servindo como fonte de renda para os desfiles.
(Foto: Gustavo Ferreira)
APOIO Segundo Herivelto, a escola de samba tem orçados, para 2012, gastos de, aproximadamente, R$ 150 mil reais no desfile, e recebe cerca de R$ 46 mil da Prefeitura de Belém, R$ 25 mil do Governo do Estado, além de outros apoios que ajudam a economizar os custos: “O IFPA nos cedeu o barracão, para a confecção das alegorias e das fantasias, o que nos faz economizar R$ 20 mil”.
Ainda segundo ele, o IFPA ajuda em cursos de formação de ritmistas, o que é bom tanto para o Instituto, quanto para a comunidade do Guamá. Este apoio é fundamental para que o Bole Bole volte a brilhar na avenida e, ao mesmo tempo, criar novos admiradores do samba e da própria escola. A idéia, para Herivelto, é manter viva a tradição do carnaval na vida dos guamaenses.
SAMBA DO POVO Fundada em 1984, como bloco de empolgação, o Bole Bole se orgulha de suas origens, e Herivelto atribui a isso o apelo popular que a escola tem, não apenas no Guamá: “Nosso diferencial é o nosso passado de bloco, que vem das ruas, uma empolgação que as outras escolas não têm”.
Com os títulos de 2010, com enredo sobre os Palhaços Trovadores, e 2011, falando do Teatro de Bonecos, a agremiação guamaense ganhou notoriedade em outros bairros de Belém. O presidente de honra afirma que a escola sempre foi marcada por levantar o público nas arquibancadas da Aldeia Amazônica no carnaval: “em 2010, fomos a última escola a entrar na avenida, e o povo ficou até o final, esperando a gente”.
Herivelto chegou a pensar em fechar a escola, no início dos anos 2000, por conta dos prejuízos e da ausência de títulos. “Quando eu disse isso, um rapaz me disse pra não fazer isso, pois eu não sabia o quanto o Bole Bole era querido no nosso bairro”, afirma ele. A expectativa é de que, em 2012, venha o tricampeonato, na base do trabalho e pelos aplausos de cada guamaense. “O Bole Bole segura o público na avenida, e nós contamos com eles no ano que vem”, finaliza Herivelto.

Campina: mistura entre história e desenvolvimento reflete desigualdades

Violência, drogas e prostituição fazem parte do cenário de um dos bairros mais tradicionais da capital. Pobreza e riqueza dividem maior avenida do centro financeiro.

Gustavo Ferreira

Vista aérea da Praça da República, ícone do bairro. (Foto: Jean Barbosa)
Um dos primeiros bairros de Belém, a Campina guarda o bucolismo de outrora, misturada com traços de um desenvolvimento mal-estruturado.  Prédios altos, modernos, ao lado de casas com fachadas azulejadas, herança portuguesa. As casas antigas, os comércios tradicionais de família, hoje dividem espaço com grandes bancos. E a convivência entre esses dois mundos revela graves problemas sociais.
A Avenida Presidente Vargas, antiga 15 de Agosto, reconhecida como o centro financeiro da capital, é um dos maiores exemplos de desigualdade entre ricos e pobres no bairro da Campina. Dezenas de moradores de rua dormem em frente às lojas e ao edifício-sede dos Correios. O mesmo acontece nas proximidades do Hotel Hilton, o segundo da rede no Brasil (além do Hilton Morumbi, em São Paulo).
Rosa Maria Aquino, moradora do edifício Palácio do Rádio há mais de 20 anos, diz que o poder público não olha pelos mendigos que vivem no local, e que este é u problema comum do bairro: “eu passo por aqui todos os dias e fico triste com a situação deles, não apenas na Presidente Vargas. No Espaço da Palmeira e na própria Praça da República, eles são muitos”.
VIOLÊNCIA Outro problema freqüente na Campina são os assaltos. Mesmo não estando entre os bairros mais violentos de Belém, os casos são constantes, em geral pequenos furtos. Carlos Santos trabalha como segurança particular no local e conta várias histórias curiosas: “a maioria dos assaltantes são ‘pivetes’ mesmo, e eles não poupam ninguém. Eu já peguei dois ou três só este mês tentando assaltar senhoras, e já vi famílias sendo roubadas”. 
Segundo Carlos, um dos fatores que contribuem para essa violência é a iluminação precária, inexistente em vários trechos do bairro. “Isto só facilita a vida dos bandidos”, afirma o segurança, que faz rondas durante a madrugada. Também não há um policiamento ostensivo na região, mesmo contando com uma delegacia nas redondezas, a Seccional do Comércio, na Praça das Mercês.
O vigia ainda ressalta o contraste social na Campina: “aqui você encontra gente rica, que vive bem, no centro da cidade, perto de tudo, e crianças que cheiram cola e prostitutas ganhando a vida”.
MAIS CONTRASTES Bairro marcado pela tranqüilidade, na Campina é fácil encontrar casas centenárias, com moradores idosos, que ainda preservam um hábito, em extinção, de ver o tempo passar debruçados em suas janelas altas. Outro hábito, o de passear na Praça da República, tornou-se tarefa quase impossível para muitos.
Buracos são um dos problemas
 recorrentes em várias ruas da Campina. 
(Foto: Gustavo Ferreira)
O motivo é a forte presença das drogas no local. De acordo com Rosa Maria, é freqüente encontrar pessoas, muitos deles jovens, usando algum tipo de entorpecente: “é o dia todo, principalmente à noite, que eles passam pela frente do prédio cheirando cola ou fumando. Na Praça, eles se concentram, e fica muito perigoso andar por lá quando escurece”.
Na rua Riachuelo há um dos traços mais marcantes da Campina: a presença da prostituição como meio de sustento de diversas mulheres. Vivendo em casas desgastadas com o tempo, a rua é considerada um dos pontos mais perigosos do bairro. O cenário de calçadas irregulares, buracos no asfalto e fachadas quase caídas mostra que o dinheiro que circula nos bancos da Presidente Vargas não passa por ali.
O vigia Carlos conta que a situação na Riachuelo é caótica. “Não tem iluminação boa, nem polícia a noite toda. De vez em quando passa um carro de polícia aqui, mas não dá jeito, tem assalto quase todo o dia. Não só aqui, mas o bairro todo é uma contradição, com gente rica e gente pobre andando na mesma rua”, enfatiza o segurança.

Plebiscito divide opiniões… Que opiniões?

4,8 milhões de eleitores votam para divisão ou não do Pará em três estados, neste domingo (11), após campanhas de (des)informação.


Gustavo Ferreira




55 ou 77? Neste domingo, o Brasil vive um momento histórico. Pela primeira vez, uma nova disposição territorial é sujeita ao julgamento popular nas urnas. Quase cinco milhões de eleitores paraenses estão decidindo se apóiam a criação de Carajás e Tapajós. Nas seções eleitorais, o que se vê é o reflexo natural de uma falha grave de toda a campanha do Sim e do Não: o vazio nas filas é conseqüência do vazio de propostas.
Nos debates, uma chuva de ofensas pessoais e tatibitates de políticos mais preocupados em defender suas posições de postulantes a cargos públicos, do que em mostrar ao povo o quanto seria bom dividir. Nos programas na TV, um show de apelos sentimentalóides, com mensagens clichês, do tipo “quero meu Pará grande”, “Belém, não feche os olhos pra esse povo, não”, etc. Dados contraditórios, repetitivos, confundindo mais do que explicando.
Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, checando o andamento “tranquilo” do plebiscito, em Belém
(Foto: Gabriela Gasparin/G1)
SIM: UM TAPA NA PRÓPRIA CARA Os “separatistas” alegam algo flagrante em estados gigantescos territorialmente: o descaso do poder público com eles. Ora, o próprio Brasil é uma versão macro do Pará atual, em termos de controle federativo. Muitos dos municípios do Baixo Amazonas, da região do Xingu e de Carajás não recebem o tratamento devido do Governo Estadual. Estradas de terra, cidades que vivem da lama ao caos.
Separatistas em crise nao conseguem mobilizar a cidade de Santarém.Plebiscito acontece no domingo
Campanha do Sim em Santarém, possível capital do novo Tapajós
(Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
Ótimo motivo pra votar Sim. Entretanto, Duda Mendonça e seus blue caps conseguiram transformar uma proposta potencialmente forte e consistente em entretenimento, às vezes grosseiro. Tapas na cara chocaram, como a Transamazônica. Desnecessário. Nasceriam três estados pobres. O FPE (Fundo de Participação dos Estados), grana que a União destina a cada UF, não seria multiplicada. Onde já se viu? Seria repartida, como o próprio território. Não seria “bom pra todos”, como estampou a campanha.
Outro detalhe: o Pará remanescente, 17% do atual, teria “quase o tamanho da cidade de São Paulo, a mais desenvolvida da América Latina…”, e “quatro vezes maior do que o Rio de Janeiro…”. Ora, Qual a relação direta de desenvolvimento econômico e social que se pode fazer entre o “Parazinho” e São Paulo? Tamanho é documento? Olhem pra Roraima, Piauí, Tocantins.

NÃO: MUITO CHORO, POUCAS SOLUÇÕES O pessoal do Não defendem um estado unido, o Pará grande. O mesmo Pará grande que fechou os olhos, e fecha até hoje, para os povos de além-rio. Simão Jatene, governador-espectador no pleito, afirmou ao site da FOLHA, que “as pessoas não estão querendo um Estado A, B ou C. O que elas querem é mais saneamento, mais educação, mais saúde, e isso é uma demanda legítima”. Seria isso um atestado de incompetência de sua própria gestão?
Cangurus da Radiolux, figuras míticas da cultura belenense, defendendo o
Pará unido (Foto: Manuel Dutra)

Não apareceram propostas efetivas de assistência aos territórios separatistas, e ao que parece, não aparecerão. Ficará tudo como está. Embebidos pelo “já ganhou” (já que a imensa maioria dos eleitores fica na zona do Não), os contrários à divisão transformaram o plebiscito numa novela de Manoel Carlos. Lágrimas, depoimentos que apelaram ao coração e discursos vazios de soluções. O não pelo não.
Criticam a falta de identificação dos “separatistas” com o Pará. Mas, me digam com sinceridade: qual é a ligação que o gaúcho que vive em Marabá tem com a “cultura paraense”? Entre aspas, porque, talvez, esse hibridismo seja a atual cultura paraense. Não há cultura pura. Historicamente, Belém é uma capital marcada pela soberba e pelo egoísmo étnico, sem nunca olhar para o interior. Consequência? Os migrantes chegaram, chegaram… Adianta reclamar de falta de identidade agora?
NO FIM… O resultado do plebiscito, seja Sim, seja Não, está fadado ao nada. No que depender das falácias das lideranças envolvidas neste pleito, pouca coisa mudaria, efetivamente. Um latifúndio viraria três, três coronéis, três pobrezas, três elites. Se não dividir, quem garante melhorias na vida dos moradores de Carajás, do Xingu e do Tapajós? Infelizmente, os anseios da população se tornaram, mais uma vez, plano de fundo para marketing pessoal e campanhas para prefeituras no ano que vem.
Questões ambientais, tributárias, infra-estruturais e de representação política ficaram de fora do show.  Ao invés de informar, as frentes confundiram, desinformaram. Pobres de nós, eleitores, que mal sabemos por que estamos indo ás urnas, neste domingo histórico. Viva o “poder” do povo!

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O Brasileirão 2011 por cinco lados

Do que é feito um grande campeonato de futebol? Atletas de elite, equipes bem estruturadas, golaços, frangos, jogos que ficam na memória? Some isso a goleadas históricas ao estilo Davi X Golias, rivalidades, um espetáculo nas arquibancadas. Assim foi o Campeonato Brasileiro de 2011, um dos mais inconstantes da década. Quem não tinha chance na rodada 19, conquistou vaga na Libertadores. Quem estava no G4, depois G5, morreu na praia. Grandes campeões rebaixados, luta pelo título até o final, e uma conquista absoluta do Corinthians. O Repórter E, que acompanhou toda a competição, traz uma análise sob cinco aspectos marcantes do Brasileirão da Fiel.
Deivid só assistiu, incrédulo, o Dragão goiano engolir o Flamengo, em pleno Engenhão: 4 x 1, na 17ª rodada
(Foto: GOOGLE)
GRANDES JOGOS Sim, em 2011 o torcedor teve vários motivos pra levantar do sofá, chorar, xingar, zoar o amigo, gritar gol. Alguns jogos foram de encher os olhos, com atletas de nível internacional, pratas da casa, desconhecidos e revelações. Borges, um artilheiro maiúsculo, com 23 gols, poderia ter sido apenas um atacante do Santos. Não foi. Santos X Flamengo poderia ter sido apenas mais um jogo. Não foi. Nem o futebol-arte de Neymar foi capaz de segurar o Mengão do Gaúcho. O mesmo Flamengo que apanhou feio do Atlético GO, em casa, 4 X 1. O próprio campeão chegou a golear, acidentalmente, grandes equipes. Mas isso é detalhe. Jogos pra sempre.
Nem “Papai Joel” deu jeito. O Cruzeiro se salvou por pouco, numa temporada pra se esquecer nas Minas Gerais.
(Foto: GOOGLE)
FIASCO MINEIRO Não teve pão de queijo que desse força pra trinca mineira em 2011. Lá entre os seis últimos, talvez a pior campanha do futebol de Minas Gerais no Brasileirão, ficaram Cruzeiro, Atlético e América. O Coelho, além de Ceará, Atlético PR e Avaí,foi rebaixado. Fez o bate-volta, subiu e desceu rapidinho, apesar de vencer grandes times, como Fluminense e Botafogo. A situação do Galo foi marcada pelo sofrimento de várias rodadas na zona de rebaixamento, salvo na penútlima rodada, ao contrário do Cruzeiro. A Raposa precisou golear o maior rival (6×1) no último jogo, pra não cair. O caso do Cruzeiro foi o mais eloqüente. Na Libertadores, foi eliminado em casa, nas oitavas, como a melhor equipe da primeira fase, e daí foi ladeira abaixo. Sem Libertadores nem Sul-Americana, a solução vai ser esperar que 2012 seja um ano melhor.

Luxemburgo levou o Fla à Libertadores. (Foto: adivinha?)
DEIXA EU ENTRAR! Uma vaga. Seis times. Há tempos que uma vaguinha na Libertadores não era tão ferrenhamente disputada. Corinthians e Vasco se garantiram cedo (o Time da Colina muito cedo, por sinal). O Fluminense, que chegou até a pensar em título, ficou em terceiro e tá lá. Daí pra baixo, a briga foi até o fim. O Botafogo brigou, mas patinou como sempre e ficou pelo caminho. Engraçadinho, o Figueirense, de repente, se viu como favorito e jogando bem. Não deu. Faltando uma rodada pro Brasileirão acabar, o Coritiba chegou ao G5 precisando vencer pra carimbar o passaporte. Não deu. O São Paulo… Bom, o 6º lugar ficou de ótimo tamanho pra uma equipe que desandou no segundo turno, mesmo largando tão bem, com cinco vitórias em cinco jogos. Quem se deu bem? Flamengo e Internacional.

Homenagem dos jogadores a Ricardo Gomes, que sofreu um AVC no meio do campeonato. O Vasco voltou a ser Gigante. (Foto: –‘)

VASCO: O RENASCIDO 2011 será, sem dúvidas, um ano inesquecível pra qualquer torcedor vascaíno. De um time sem respeito, rebaixado à série B em 2008, o Vasco da Gama voltou a protagonizar o futebol brasileiro, conquistando a Copa do Brasil e a vaga pra Libertadores 2012, depois de 11 anos. Com a experiência de Felipe e Juninho Pernambucano, a categoria (eventual, é verdade) de Diego Souza, e a juventude de Bernardo e Dedé, o Trem Bala não desistiu do Brasileirão, até a última rodada, brigou pela taça com o Corinthians. O treinador Ricardo Gomes deu um susto em todos, ao sofrer um AVC no clássico contra o Flamengo, na 19ª rodada, substituído pelo competente Cristóvão Borges. Porém, isso não foi o suficiente para derrubar os guerreiros de São Januário, que lutaram até o fim. “Vice de novo”, diriam torcedores do Brasil inteiro, mas o torcedor vascaíno não tem do que reclamar.

Tite, o grande responsável pelo título alvinegro. E eu nem falei da CBF… (Foto: como todas as outras… GOOGLE)

CORINTHIANS: O CAMPEÃO Vice no Paulistão? Eliminação traumática (e muito engraçada) na Pré-Libertadores? Um ano que poderia ser desastroso para a segunda maior torcida do país terminou sob os louros da glória. Com uma equipe nas mãos, Tite os conduziu ao pentacampeonato brasileiro como um mestre. Liédson chegou pra somar (pouco, mas somou), Emerson fez o que pode, Julio César se destacou no gol, Alex salvou muitos jogos. Além de Adriano, figura mitológica, importante no fim do ano. Após 27 rodadas na liderança, 21 vitórias e uma vaga pra Andrés Sanchez na CBF, a Fiel comemora, no dia em que perdeu um de seus maiores ídolos, Sócrates. Parabéns ao mais novo campeão brasilEI, DEVOLVE MEU NOTEBOOK AÊ!!!