Menos a polícia…

Pegue uma porção de PM’s em greve, junte a uma avenida central parada, e adicione chuva, muita chuva. Pronto, essa é a receita de uma cidade em parafuso.


Gustavo Ferreira


 Na última quinta, 19, Belém do Pará era a perfeita representação do caos. Às duas da tarde, você que ousou sair de casa, tendo que passar pelo centro da cidade, certamente se atrasou, se molhou e se irritou com o dia mais traumático do ano. Vamos ver por que causas, motivos, razões ou circunstâncias, tudo parou por aqui.
Avenida Nazaré parada pelos manifestantes
(Foto: Tarso Sarraf/AE)
GREVEBom, o primeiro porquê foi o resultado de reivindicações – não acatadas – dos policiais militares e dos bombeiros do Estado. Na madrugada do dia 19, foi anunciada a greve que deixaria Belém e interior a mercê da bandidagem… Não que, com a Polícia nas ruas, estejamos seguros. A questão é: durante a manhã, muita gente andei com medo da própria sombra, a passos muito rápidos, esperando voltar pra casa do jeito que saí. Mas a tarde ainda reservava o melhor da festa.
MANIFESTAÇÃO A reunião que deu fim à greve-relâmpago dos policiais foi realizada no prédio do Centro Integrado de Governo, lá na Av. Nazaré, centro da capital, e começou na hora do almoço. Até aí, tudo bem, se não fosse um detalhe: mais de 150 PM’s resolveram fechar a avenida, em protesto, esperando o resultado das negociações. Pronto. Belém parou. A Nazaré foi interditada até a Quintino, todos os ônibus do planeta tiveram que se espremer na Gentil, e viagens de 20 minutos duraram peregrinações de horas, no trânsito de carros, que lembrava mais um Círio de Nazaré.
CHUVA Pensou que ela não vinha? Talvez o requinte de crueldade para quem estava penando nas ruas de Belém. O mundo despencou sobre a capital paraense, atrapalhando ainda mais o trânsito. Ruas alagadas, pedestres nadando, barcos e carros dividindo as vias principais de Belém, durante 6 horas infinitas. Quem passei pelas ruas de Nazaré e do Guamá, logo pensei: “onde fica o colete salva-vidas?”.  Uma quinta-fera que não foi fácil pra ninguém.
Nem pra Luíza… 
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