SuBiu

A derrota mais comemorada da história recente do Paysandu, de volta á Série B.

Quem disse que não se comemora uma derrota? Explica isso aos torcedores do Paysandu, que hoje viveram os noventa minutos mais felizes desde a vitória sobre o Boca Juniors em La Bombonera. Lá se vão mais de nove anos…
Desde a Libertadores histórica, como o bicolor sofreu! Decepções estaduais, goleadas humilhantes, rebaixamentos e tentativas frustradas de sucesso. Hoje foi diferente. O sábado mais aguardado do ano começou oito dias atrás, desenhado pelo torcedor da Fiel como o dia da redenção, da esperança, da vitória.
A temporada foi instável. Insucesso no Campeonato Paraense, anestesiado pela inédita classificação na Copa do Brasil, com direito à goleada sobre o Sport. Mais uma vez, o Paysandu chegou à Série C como favorito, e mais uma vez assombrado por fantasmas nordestinos de 2009, 2010 e 2011. Seria como antes? Mais uma morte na praia?
A campanha, marcada por um início bom e uma série de empates, deixou a impressão de que o Paysandu não iria a lugar nenhum. É, não seria dessa vez! A classificação veio apenas no último suspiro da primeira fase, e quis o destino que o caminho se desenhasse da maneira mais torta possível.
A vaga estava entre o Papão e o Macaé, instável, porém líder do grupo. A decisão seria no interior do Rio de Janeiro, mas o jogo de ida também seria longe de Belém. Deu certo. A vitória por 2×0 valeu bem mais do que a vantagem numérica. Foi a melhor apresentação do time no campeonato, e foi a prova de que sim, a chance era real.
O jogo de hoje foi sofrido, brigado, cheio de reviravoltas. Uma derrota que, no fim das contas, valeu bem mais do que quaisquer três pontos. O Macaé tentou ser mais um na lista de clubes sem expressão, que o Paysandu ajudou a consagrar. Venceu a partida mais importante de seus apenas 22 anos de existência. Mesmo assim, quem saiu vencedor hoje foi o time que fez por merecer.
O Paysandu está de volta à Série B do futebol brasileiro, e leva junto todo o futebol de um Pará sem Copa, de times tradicionais obsoletos pela incompetência e pelo descaso. Leva também o Norte de volta ao grupo dos 40 melhores times do país. Entretanto, mais importante do que tudo isso, o Paysandu fez subir a esperança de um futuro mais organizado, limpo, responsável. Afinal, nesse dez de novembro, a esperança é alviceleste.
GUSTAVO FERREIRA, 20, apaixonado torcedor do Paysandu.
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