Das lembranças para o Osga 2014

Com temática sobre memória, Festival de Vídeos Universitários comemora 10 anos neste sábado (31)
Gustavo Ferreira

Osga completa uma década de vida, cheio de lembranças. (Arte: Divulgação/Osga 2014)

“A memória guardará o que valer a pena”, como diz o escritor uruguaio Eduardo Galeano. E o que vale a pena, o que marca de verdade, para o bem ou para o mal, pode virar música, livro, filme, ou mesmo um festival. Quem estiver no Cine Olympia neste sábado (31), vai poder viajar nas histórias reais e fictícias de muitos personagens, na noite de premiação do Osga 2014, festival audiovisual promovido pela Unama, que estimula a criação de vídeos por universitários.


Temático, o Festival que já falou sobre contato e sociedade nos últimos anos, traz como tema em 2014 “O que cabe na memória”, ano em que completa 10 anos. Data cheia, ótima oportunidade para falar de lembranças, como diz a coordenadora do Festival, Marina Chiari: “achamos que a memória pode ter vários sentidos pra cada um de nós, permitindo a exploração do tema tanto em um sentido mais nostálgico, ligado às lembranças do passado, quanto aos aspectos mais modernos”.

Marina Chiari, organizadora do Osga 2014.
(Foto: Acervo Pessoal)


Essa diversidade foi constatada nas 19 produções recebidas pelos organizadores, nas categorias Ficção, Vídeo-Arte e Vídeo-Minuto. “Percebemos que o tema deixou a galera bem livre pra criar, temos até um filme sobre zumbis!”, destaca Marina.

Ao todo, serão entregues 13 troféus. Além do Melhor Vídeo-Minuto, vai ter festa para os premiados da categoria Ficção como Melhor Filme, Direção, Edição, Roteiro, Produção, Campanha de Divulgação, Trilha Sonora, Fotografia, Atriz, Ator, Figurino e Cartaz.

VOLTA NO TEMPO O Osga 2014 terá dois finalistas na categoria Vídeo-Minuto, e 10 na categoria Ficção. Um desses finalistas foi até Belém dos anos 1950, para mostrar a vida de uma jovem que, por conta de uma doença, se viu obrigada a abdicar de uma vida feliz. Só o que restou foi um Diário Íntimo, título do curta-metragem produzido pelo Coletivo Palafita.

Gregory Lago (de vermelho), diretor de Diário Íntimo, e equipe do Coletivo Palafita,
no dia da entrega do filme ao Osga. (Foto: Divulgação)
Formado por estudantes de Comunicação Social da UFPA, o grupo começou a trabalhar em dezembro e se desafiou, em sua primeira produção, a contar uma história de época. “Sabíamos que tínhamos uma boa história pra contar, e pra que a contássemos da melhor forma possível, necessitaríamos de uma boa produção. Produção que foi desde a busca pela casa, fiel à década, até os trajes garimpados pelas meninas em brechós”, conta Gregory Lago, diretor do curta.

TRAILER | Veja as primeiras cenas de Diário Íntimo

FINALISTAS | Veja quem disputará os 14 prêmios do Osga 2014

FICÇÃO:

VÍDEO-MINUTO:
Descartar Animado
Fotofobia

Sobre as memórias dessa jornada, Gregory não sabe quais virão, mas tem certeza do que o Palafita já leva de lembranças: Acho que na memória vai ficar o esforço feito por cada um de nós para que o curta pudesse participar do Festival. Além disso, acho que participar do Osga só aumenta a vontade do Coletivo de produzir mais ideias bacanas.”

E sobre o que já está gravado na história do Festival, Marina reforça uma das maiores virtudes do projeto, na sua opinião: o fato de proporcionar a todos a chance de participar: “A maior característica do Festival é que ele ultrapassou e muito os muros da universidade. Ele é mais do que um evento da Unama, ou de um Curso de Comunicação. O Osga é construído todos os anos pelos alunos que dedicam meses à produção de um filme, pelo simples prazer de dividir o momento de exibi-lo na telona e compartilhar o amor pelo cinema”.
INGRESSOS Amanhã (30), quem quiser ver de perto o Osga 2014 no Cine Olympia, pode passar na Agência de Comunicação da Unama (Agecom), a partir das 14h, mostrar um documento com foto e retirar até dois ingressos por pessoa. A Agecom fica na Unama da Alcindo Cacela. 

Portugal carimbado no Passaporte, com Larissa Andrade

Larissa Andrade, a viajante da vez no Repórter E. (Foto: Acervo Pessoal)
Em janeiro, vocês acompanharam a viagem da pequena Thaís Siqueira por terras espanholas, com direito a passagens por Suíça e Alemanha. E como o Repórter E se acostumou com a ideia de ter correspondentes internacionais, agora é a vez de Larissa Andrade contar o que está vivendo no seu intercâmbio em Portugal. Mais um carimbo no nosso Passaporte


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Três meses se passaram, mas parece que foi ontem que tudo começou. Seis meses parecem tanto longe do seu lugar comum, das pessoas do teu convívio, de tudo aquilo que tu chamas de “lar”. Só que quando a gente vive o intercâmbio, o tempo voa e seis meses não são absolutamente nada. Tu precisas de mais, porque é tanta coisa a conhecer, ver e viver, que todo o tempo do mundo parece pouco.

Torre de Belém, em Lisboa. (Foto: Larissa Andrade)
Moro em Belém, estudo na UFPA, faço Publicidade e Propaganda, mas não agora. Agora moro em Porto, Portugal, estudo na Universidade do Porto e faço Design de Comunicação. Vivo coisas completamente diferentes daquilo que estava habituada e se disserem “ah, mas aí falam a mesma língua do Brasil e os costumes são parecidos, porque Portugal é um país-irmão”, eu vou dizer que a pessoa realmente não tem a menor noção do que está falando, porque o português lusitano é bem diferente do nosso e os costumes são mais distintos ainda. Oh, pá! Pois, se calhar, a conversar só um bocadinho com os gajos no autocarro ou no comboio percebe-se que o linguajar é bem fixe, é giro, é porreiro. Fogo!

Em Porto. (Foto: Larissa Andrade)

Graças a Deus, eu sou uma pessoa que rápido me adapto aos lugares, com isso, não costumo sofrer tanto quanto outras pessoas que vi passarem por maus bocados por causa do choque da realidade.

Entretanto, apesar de algumas dificuldades, cada segundo dessa experiência vale a pena. Eu me apaixono cada vez mais por Porto e por todos os lugares que conheci até agora. É tudo incrível e parece um sonho estar vivendo isso, não só pelos sítios que são de tirar o fôlego, mas também pelas pessoas do mundo inteiro a quem tu te conectas.


Portugal é um país que merece ser visitado. É muita beleza, castelo e história para desvendar em um só lugar. Os turistas saem mais ricos daqui, de conhecimento e vida, porque viajar é viver!

Larissa se divertindo na neve da Serra da Estrela. (Foto: Larissa Andrade)

3 anos de Repórter E

Em maio de 2011, ele nasceu pequenino, esmirradinho, com uma proposta simples: ser um espaço de experimentação e criatividade para um calouro de Jonalismo. O tempo correu e, hoje, 10 de maio de 2014, esse pequeno blog já virou Vlogue, Rádio E, e comemora 3 anos no ar, sem perder o principal objetivo: ser a tela em branco, pintada com informação e opinião, por um aprendiz da Comunicação. 
E as palavras hoje não são do Gustavo Ferreira. São de pessoas, parceiros que fizeram e fazem o Repórter E existir. Parceiros que dispensaram um tempo, onde quer que estivessem, para dar os parabéns ao projeto e, sabendo ou não, continuam fazendo ele existir.
Confiram o Vlogue especial de 3 anos do Repórter E!