RESENHA: Mineirazo


Seleção sofre pior vexame de sua história centenária em “jogo-treino” alemão

Gustavo Ferreira
Hoje em uma foto. (Foto: Eduardo Nicolau / Agência Estado)
Toda história tem um começo, um meio e um fim. O sonho do hexacampeonato mundial da Seleção Brasileira nasceu logo após o apito final da decisão em Yokohama, em 2002, com Cafu levantando a taça. O sonho do hexacampeonato em casa começou em Zurique, em 2007, quando Joseph Blatter anunciou que o Brasil seria sede da Copa de 2014. Hoje, 8 de julho de 2014, esse sonho chegou ao fim, e quis o destino que o time que nos permitiu a última alegria fosse o responsável pelo nosso pior fracasso: a Alemanha. Esse sonho não teve meio… Assim como a nossa Seleção.

Nunca torcemos achando que cada jogo, desde a Copa de 2006, fosse o último. Nunca entendemos cada vitória ou derrota como o meio de uma trajetória, pois o fim sempre seria melhor e mais feliz. Nem mesmo a campanha vexatória da Copa América de 2011 conseguiu apagar esse sonho.
E com três conquistas da Copa das Confederações – 2005, 2009 e 2013 – a gente seguiu acreditando. O fim ainda não estava próximo, a não ser que fosse no Maracanã, em um 13 de julho. 2014 chegou, e nós embalamos, bradando o Hino Nacional, uma equipe sem brilho. A Copa começou e fomos ali, vencendo com atuações razoáveis, mas vencendo. Houve quem pensasse que o jogo contra o Chile nas oitavas tivesse sido o mais sofrido.
Acertou. Contra os chilenos nós sofremos, mas contra os alemães nós nem tivemos reação. Os tricampeões nos impuseram um baile tático – o que não era tão difícil – e, sem pena nenhuma, aplicaram um inapelável 7×1. Inapelável, incompreensível, inexplicável. Quem viu o jogo, e até mesmo quem ainda vai ver, que procure suas próprias conclusões sobre essa tarde no Mineirão.
E como história pela metade não existe, o Brasil perdeu ainda o recorde de gols em Copas de Ronaldo. O Fenômeno, com 15 gols, assistiu da cabine da Globo o atacante Klose marcar o 16º.
Na verdade, o Brasil perdeu muito mais. Perdeu o posto de seleção com mais finais, ao lado da própria Alemanha: eles vão para a oitava. Perdemos a chance de superar o trauma do Maracanazo, de 50. Aliás, a geração de Barbosa precisou de 64 anos para deixar de ser a mais criticada da nossa história. Os comandados de Felipão em 2014 tiraram todo o peso da derrota contra o Uruguai. Só que foi da pior maneira possível.
Essa será lembrada para sempre como a geração de Fred, peso morto. A geração de Paulinho, irregular e sem força ofensiva. A geração de Bernard, inexperiente para uma decisão. Não era isso que esperávamos da geração do Neymar, do David Luiz, de Oscar, de Júlio César. Não era isso que esperávamos desses garotos.

Mas ainda podemos esperar. É só o que podemos fazer. 2018 começa agora, e o primeiro treino será a decisão do terceiro lugar, sábado, contra Holanda ou Argentina. É em Brasília que o sonho do hexa renasce, com a sombra eterna de um jogo que não vai e nem deve ser esquecido. 
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