RESENHA: A vitória de uma geração


Alemanha vence com gol de Götze a minutos do fim e coroa, enfim, um time formado para ser campeão

Gustavo Ferreira
Schweinsteiger e a taça: merecidos campeões do mundo. (Foto: Shaun Botteril / FIFA)
Como se vence uma Copa do Mundo? Nós, brasileiros, que mais vencemos, e todo o resto do planeta, aprendemos neste 13 de julho de 2014 que uma Copa do Mundo é vencida com planejamento, paciência, treinamento, respeito e coletividade. O Maracanã, maior dos palcos do futebol, entra para a história com a consagração de uma geração que se fez vitoriosa. A Alemanha é a legítima (e merecida) campeã mundial de futebol em 2014.

Nada de apagão! Os alemães venceram por serem iluminados. Joachin Löw não tinha ideia de que, ao colocar Mario Götze no jogo, seria dele o lance da Copa. O menino de 22 anos entrou logo no lugar de Klose, o maior artilheiro das Copas (16 gols, um a mais que Ronaldo), e com um passe do também reserva Schürrle, entrou para a história do futebol alemão. E já passavam dos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação.
O jogo foi tão longe porque, do outro lado, existia uma Argentina como há muito tempo não se via. Outra geração formada há tempos, para superar os fracassos pós-Maradona. Alejandro Sabella formou uma equipe que jogasse em função do homem que os hermanos escolheram como novo deus: Messi. Eleito melhor jogador da Copa, “La Pulga” até tentou fazer por merecer a confiança do seu povo, mas na decisão se escondeu. Não se sabe o que aconteceu com sua coxa, com sua movimentação, com seu talento. Sabemos do resultado. A festa não foi azul e branca no Rio, para tristeza de uma torcida impressionante.
Mário Götze, o homem do tetra. (Foto: Desconhecido)
Mesmo assim, Alemanha e Argentina fizeram uma partida com chances para ambos os lados, marcação cerrada e um pouco de sorte (ou azar). Foi assim que Higuaín perdeu uma grande chance ainda no primeiro tempo, quando recebeu um presentaço de Toni Kroos, de frente para Neuer. Isso aos 20 minutos. Pouco depois, um gol impedido do mesmo Higuaín. Depois, a Alemanha chegou à trave com Höwedes.
Quando Messi perdeu um chute de esquerda, de frente com o melhor goleiro do Mundial, logo no início da etapa final, ficava claro que seria difícil alguém marcar. As chances foram diminuindo, o cansaço foi aumentando e a prorrogação era a melhor opção. Seria a primeira vez que os alemães não liquidariam a fatura no tempo normal. A Argentina veio de uma decisão por pênaltis contra a Holanda.
Messi perdeu gol incrível e a chance de se eternizar como Maradona. (Foto: AFP)
Como eu disse, uma Copa do Mundo também se vence com paciência. A paciência de 14 anos para trabalhar forte na base e saber que a hora ia chegar. A paciência de quatro semifinais consecutivas. A paciência de esperar 118 minutos pelo gol que mudaria tudo. Até Götze receber na esquerda um bolão de Schürrle, matar no peito e tocar no lado esquerdo de Romero. O gol que coroa uma geração que merece servir de modelo. Não criaram nenhum “tiki-taka”, como os espanhóis. Apenas jogaram bonito. Jogaram como um time. Um time campeão. 
Festa de uma geração vencedora. (Foto: Getty Images)

Anúncios

Depois de ver, que tal deixar sua opinião? O Repórter E agradece.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s