Quadrinhos paraenses na tela

Documentário que será lançado neste sábado (28) conta 40 anos de histórias do segmento no Pará

Gustavo Ferreira

"VHQ - Uma breve história do quadrinho paraense". (Arte: Renan Luz)
“VHQ – Uma breve história do quadrinho paraense”. (Arte: Renan Luz)

Papel, caneta, cor e criatividade. Essa é a receita básica de quem busca se especializar na nona arte, os quadrinhos. Quem já é especialista faz história, criando personagens e cenários que ficam no imaginário de gerações. O documentário “VHQ – Uma breve história do quadrinho paraense”, que será lançado neste sábado (28), às 16h, no Cine Olympia e com entrada franca, reúne imagens e entrevistas de pessoas fundamentais nessa trajetória, nas últimas quatro décadas.

O projeto foi contemplado pela bolsa “Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística”, do Instituto de Artes do Pará (IAP), em 2014, e tem como proposta reunir a memória dos quadrinhos e quadrinhistas locais. Nomes como Joe Bennett e Andrei Miralha marcam presença no documentário, relembrando o tempo dos fanzines, os grupos famosos como Boca do Mundo e Ponto de Fuga, dentre outros fatos curiosos dos anos 1970 aos dias de hoje.

TRAILER | Veja trechos do documentário “VHQ”

O diretor do documentário é um… Desenhista. Formado em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem pela UNAMA, o paraense Vince Souza trabalha como freelancer da revista Mundo Estranho conta como foi produzir o documentário:

“A ideia para o documentário surgiu em 2008, quando trabalhei na animação ‘Muragens – Crônicas de um Muro’, de Andrei Miralha. Em 2009 comecei a pesquisa. Comentei a idéia para o próprio Andrei na época e ele me ajudou na lista de quem eu poderia entrevistar”, conta Vince, que ainda revela que parte do material de arquivo presente no documentário é de acervos pessoais dos próprios entrevistados.

Vince Souza, diretor do documentário. (Foto: Acervo Pessoal)
Vince Souza, diretor do documentário. (Foto: Acervo Pessoal)

Sobre o futuro dos quadrinhos no Pará, Vince acredita que as possibilidades estão fora do Estado ou do País, e comenta as especificidades da área:

“Quando se fala em quadrinhistas, vem logo a ideia de desenhista, mas quem faz quadrinho não é só quem desenha, é quem escreve, faz a cor, as letras, edita. O mesmo vale pro cartum. Outra forma são os quadrinhos online e editai voltados para quadrinhos que são poucos. Alguns quadrinhistas migraram para animação que tem uma visibilidade maior.”

SERVIÇO | Lançamento do documentário “VHQ – Uma breve história do quadrinho paraense”

DATA: 28/02/15, sábado
HORÁRIO: 16h
LOCAL: Cinema Olympia (Av. Presidente Vargas, 918, ao lado das Lojas Americanas, Campina)
INGRESSO: Entrada Franca.

 

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