Festival Sonido, um experimento que começa hoje em Belém

Programação traz misturas entre bandas instrumentais do Pará, de Pernambuco e de São Paulo, em três noites no Mercado Francisco Bolonha

Gustavo Ferreira

Sonido estreia em Belém com muito som instrumental e experimental de qualidade. (Arte: Sonido)
Sonido estreia em Belém com muito som instrumental e experimental de qualidade. (Arte: Sonido)

Saem as carnes, entra o som. Sai o comércio, entra a música. A partir de hoje à noite (26), o tradicional Mercado Francisco Bolonha, o Mercado de Carnes do Ver-o-Peso, se transforma em um laboratório de experimentações, misturas, novidades e grandes nomes da nossa música. Começa o Festival Sonido de Música Instrumental e Experimental, promovido pela Se Rasgum Produções com patrocínio do Ministério da Cultura e Banpará, com o apoio da Lei Rouanet, que nas próximas três noites – 26, 27 e 28 de junho – promete reunir o que há de interessante na cena paraense, e também abrir espaço para atrações nacionais, em shows gratuitos para quem quiser ouvir e ver – além de um jogo de luzes especial, que vão criar um ambiente instigante e propício para se curtir um som legal, vai rolar videomapping dentro e fora do Mercado.

Ao todo serão 12 shows, 4 em cada noite, sempre a partir de 19h. Tem banda começando, estrelas da guitarrada, instrumentistas que tocam com grandes artistas da música brasileira, parcerias, encontros… O Repórter E traz agora um guia rápido de todas as atrações do Sonido, para instigar sua curiosidade, ou aumentar sua ansiedade. A viagem vai começar.

Mercado Francisco Bolonha vai virar o palco do Sonido. (Foto: joão Gomes / NID Comus)
Mercado Francisco Bolonha vai virar o palco do Sonido. (Foto: joão Gomes / NID Comus)

Sexta, 26 de junho

No primeiro dia o público poderá ver três ótimos encontros locais: A Trip to Forget Someone, projeto do músico Erik Lopes – que também dá o ar de sua música no Aeroplano – e Escarabajo, dueto formado por Dan Bordallo e Marcel Barretto em 2013; Careca Braga, violonista, guitarrista, compositor e fã de jazz, e o barbudo (com orgulho) Félix Robatto, que reúne figuras bacanas da nossa música toda Quintarrada; e o Trio Chamote, formado por Charles Matos, Luizinho Lins e Sílvio Barbosa, dando um toque bem regional ao seu show com Príamo Brandão, baixista, um dos nomes mais talentosos da sua geração de instrumentistas.

ASSISTA | Erik Lopes (A Trip to Forget Someone) fala sobre a programação do Sonido

Quem fecha a primeira noite é a banda paulistana Hurtmold. Eles já estão na estrada desde 1998, tocaram com Marcelo Camelo, e seguem caprichando nas percussões, no minimalismo e na maluquice – organizada e genial – de trocarem de instrumentos entre si durante o show.

Hurtmold (SP) estará na primeira noite do festival. (Foto: Paulo Borgia)
Hurtmold (SP) estará na primeira noite do festival. (Foto: Paulo Borgia)

Sábado, 27 de junho

Sebastião Tapajós e Manoel Cordeiro. Somente dois dos maiores violonistas da música paraense vão dividir o palco e décadas de carreiras muito bem sucedidas, o primeiro no violão e nas composições amazônidas por natureza, e o segundo pela tradição na guitarrada. A segunda noite do Sonido traz ainda o projeto Árvore Ar, que une as sonoridades regionais com uma mensagem forte de conscientização ambiental, além da estreia do eletrônico The Authoritarian Project.

ASSISTA | Confira o The Authoritarian Project em ação

A atração nacional é La Cumbia Negra, banda do produtor musical – e quase paraense, de tanto que vem a Belém – Miranda, que já trabalhou com Felipe Cordeiro e Gaby Amarantos. Será a primeira vez de Miranda tocando na cidade, ele que trabalhou em todas as edições do festival Terruá Pará e gosta muito dos nossos ritmos.

La Cumbia Negra, banda do produtor Miranda. (Foto: Divulgação / Sonido)
La Cumbia Negra, banda do produtor Miranda. (Foto: Divulgação / Sonido)

Domingo, 28 de junho

A última noite de festival tem o pop sintetizado da Strobo, com Artur Kunz e Leo Chermont, em parceria com o músico Marcio Jardim, repetindo a parceria que fez muito barulho no Conexão Belém 2014 [RELEMBRE A COBERTURA DO REPÓRTER E NO CONEXÃO]. Outra banda que vai se apresentar domingo é o Projeto Secreto Macacos, que só ouvindo pra tentar definir o som que eles fazem – talvez você não consiga.

Strobo vai dividir palco com Marcio Jardim. (Foto: Dudu Maroja / Revista Leal Moreira)
Strobo vai dividir palco com Marcio Jardim. (Foto: Dudu Maroja / Revista Leal Moreira)

De Pernambuco vem a Anjo Gabriel. De Pernambuco e dos anos 1970, inspirados no kraut rock alemão e toda sua psicodelia atualizada aos nossos tempos. E a viagem do Sonido termina com o trompetista paulistano Guilherme Mendonça, ou melhor, Guizado. Ele traz suas experiências de tocar com Gal Costa, Elza Soares e Tulipa Ruiz, entre outros, para encerrar a primeira edição do evento em alto nível.

Guizado (SP) encerra o primeiro Sonido, em Belém. (Foto: Divulgação)
Guizado (SP) encerra o primeiro Sonido, em Belém. (Foto: Divulgação)
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