Galeria especial: sete imagens e seus criadores

No Dia Mundial da Fotografia, Repórter E reúne belas imagens em uma galeria especial; autores contam as histórias de cada foto.

Durante o Círio 2014, o alívio do corpo. (Foto: Gustavo Ferreira)
Durante o Círio 2014, o alívio do corpo. (Foto: Gustavo Ferreira)

Aprendizado, profissão, registro da história, contação de vidas. Hoje, 19 de agosto, é o Dia Mundial da Fotografia. A imagem que, parada, traz o movimento do tempo. Para celebrar esse dia o Repórter E convidou sete jovens que vivem a fotografia, com os olhos de quem eterniza o instante, para montarem essa galeria especial. Cada foto traz sua história, contada por quem a fez.

JONAS AMADOR | Estudante de Comunicação Social e fotógrafo

Gosto muito dessa foto por diversos motivos. Ela é um marco especial e representa uma fase de transição significativa pra mim. Foi o meu primeiro ensaio fotográfico no nascer do sol, por volta das 6:00, lá na UFRA. Além disso, comecei a fotografar num outro formato, em RAW (que é meio complicado de explicar). Passei a usar um novo editor de fotos também, o Lightroom. E por tabela, as minhas fotos começaram a melhorar (acho). Muitas mudanças, né? Essa é um dos meus ensaios favoritos. Foi tudo meio corrido, lembro que tava de madrugada no tumblr, buscando umas referências, acabei achando algo sobre viajar. O que coincidiu com a época de intercâmbio, correria atrás de documento, inscrição, etc. Eu só conseguia pensar em viajar, conhecer o mundo, descobrir coisas novas. Então tive a ideia de fazer umas fotos sobre isso, então chamei uma amiga minha (a Marianna Amado) que sempre topa fazer essas loucuras. Logo ela, que é umas das pessoas mais "viajadeiras" que conheço. Marcamos as fotos, acordamos por volta das 4:30 e nem tomamos café! Tive a ajuda de dois amigos pra produzir as fotos, o Luiz Vilhena e o Rodrigo Herênio. Todo mundo morrendo de sono junto! Chegando lá, tudo começa a complicar. Falta de experiência, calor, miopia, o sol batendo de frente, lente 50mm foco manual e os alunos da UFRA tirando sarro! Mas no final deu tudo certo e o trabalho de edição foi essencial. O nome do ensaio é "Wanderlust" que na tradução quer dizer: forte desejo ou impulso de viajar. Explorar o mundo para entender a sua própria existência"
Gosto muito dessa foto por diversos motivos. Ela é um marco especial e representa uma fase de transição significativa pra mim. Foi o meu primeiro ensaio fotográfico no nascer do sol, por volta das 6:00, lá na UFRA. Além disso, comecei a fotografar num outro formato, em RAW (que é meio complicado de explicar). Passei a usar um novo editor de fotos também, o Lightroom. E por tabela, as minhas fotos começaram a melhorar (acho). Muitas mudanças, né?
Essa é um dos meus ensaios favoritos. Foi tudo meio corrido, lembro que tava de madrugada no tumblr, buscando umas referências, acabei achando algo sobre viajar. O que coincidiu com a época de intercâmbio, correria atrás de documento, inscrição, etc. Eu só conseguia pensar em viajar, conhecer o mundo, descobrir coisas novas. Então tive a ideia de fazer umas fotos sobre isso, então chamei uma amiga minha (a Marianna Amado) que sempre topa fazer essas loucuras. Logo ela, que é umas das pessoas mais “viajadeiras” que conheço.
Marcamos as fotos, acordamos por volta das 4:30 e nem tomamos café! Tive a ajuda de dois amigos pra produzir as fotos, o Luiz Vilhena e o Rodrigo Herênio. Todo mundo morrendo de sono junto!
Chegando lá, tudo começa a complicar. Falta de experiência, calor, miopia, o sol batendo de frente, lente 50mm foco manual e os alunos da UFRA tirando sarro! Mas no final deu tudo certo e o trabalho de edição foi essencial.
O nome do ensaio é “Wanderlust” que na tradução quer dizer: forte desejo ou impulso de viajar. Explorar o mundo para entender a sua própria existência”

INGRID BITTENCOURT | Publicitária e fotógrafa

Essa foi tirada no dia 25 de junho, pouco antes do Jogo dos Sonhos, em que o Remo Master enfrentou o Zico 10. Pra quem não sabe, são times especiais que contam ídolos que fizeram história futebol brasileiro e, em meio a grandes nomes como Edil, Ageu Sabiá, Belterra, Odvan, Júnior Baiano e Zico, estava essa criancinha correndo nos bastidores do Mangueirão. Ela com certeza não viu esses jogadores em seus tempo de profissionais, mas estava empolgada para entrar com algum deles. A qualidade não está das melhores, mas pela agitação da criança na hora, o resultado final foi um verdadeiro presente. Quando conferi a foto, percebi como ela se posicionou firme assim como tantos jogadores fazem antes de entrar em campo e parecia que aquele caminho era o caminho dos sonhos dela. Acho que essa foto também mostra como o amor e toda a nossa ansiedade pelo futebol vêm desde pequenos.
Essa foi tirada no dia 25 de junho, pouco antes do Jogo dos Sonhos, em que o Remo Master enfrentou o Zico 10. Pra quem não sabe, são times especiais que contam ídolos que fizeram história futebol brasileiro e, em meio a grandes nomes como Edil, Ageu Sabiá, Belterra, Odvan, Júnior Baiano e Zico, estava essa criancinha correndo nos bastidores do Mangueirão. Ela com certeza não viu esses jogadores em seus tempo de profissionais, mas estava empolgada para entrar com algum deles.
A qualidade não está das melhores, mas pela agitação da criança na hora, o resultado final foi um verdadeiro presente. Quando conferi a foto, percebi como ela se posicionou firme assim como tantos jogadores fazem antes de entrar em campo e parecia que aquele caminho era o caminho dos sonhos dela.
Acho que essa foto também mostra como o amor e toda a nossa ansiedade pelo futebol vêm desde pequenos.

VALÉRIA LINHARES | Jornalista e fotógrafa

Gosto de fotos que contam histórias, então a idéia inicial era criar uma história simples: três amigos que passaram a noite na rua, amanheceram e não quiseram voltar pra casa. Quando fomos pra rua e começamos, nossa história foi mudando aos poucos. Eu ia fotografando e eles iam se arrumando, se posicionando, e acidentalmente surgia cada expressão facial e cada gesto inesperado que acabava mudando o enredo. De repente, esses detalhes fizeram os personagens ganharem personalidades e conflitos surgirem. Então alguém disse "eu não sei o fim dessa história, mas ela tá se contando sozinha". Foi aí que eu percebi que a fotografia é isso mesmo, uma história que se conta sozinha, que você deve deixar acontecer na frente da sua lente e da qual você não tem controle e nem deve querer ter controle. E isso é maravilhoso.
Gosto de fotos que contam histórias, então a idéia inicial era criar uma história simples: três amigos que passaram a noite na rua, amanheceram e não quiseram voltar pra casa. Quando fomos pra rua e começamos, nossa história foi mudando aos poucos. Eu ia fotografando e eles iam se arrumando, se posicionando, e acidentalmente surgia cada expressão facial e cada gesto inesperado que acabava mudando o enredo. De repente, esses detalhes fizeram os personagens ganharem personalidades e conflitos surgirem. Então alguém disse “eu não sei o fim dessa história, mas ela tá se contando sozinha”. Foi aí que eu percebi que a fotografia é isso mesmo, uma história que se conta sozinha, que você deve deixar acontecer na frente da sua lente e da qual você não tem controle e nem deve querer ter controle. E isso é maravilhoso.

ANDERSON UCHOA | Estudante de Comunicação Social e fotógrafo

Retratar nossa cidade e nossa gente é o que me motiva a cada click. Uso a fotografia como uma máquina do tempo, não onde tenho o poder de viajar no tempo e sim onde proporciono às pessoas que vejam minha foto essa viagem. A fotografia, assim como os cheiros e sabores, tem o poder de mexer muito com as lembranças. Mesmo quando de longe vemos uma foto da nossa terra querida vêm a mente todas as lembranças da saudade sentida.
Retratar nossa cidade e nossa gente é o que me motiva a cada click. Uso a fotografia como uma máquina do tempo, não onde tenho o poder de viajar no tempo e sim onde proporciono às pessoas que vejam minha foto essa viagem. A fotografia, assim como os cheiros e sabores, tem o poder de mexer muito com as lembranças. Mesmo quando de longe vemos uma foto da nossa terra querida vêm a mente todas as lembranças da saudade sentida.

LAÍS TEIXEIRA | Jornalista e fotógrafa

Essa foto, do casamento homossexual promovido pela Defensoria Pública, foi a minha primeira capa e uma das melhores lições de vida que tive. Eu estava com 20 anos, terminando a faculdade e estagiando no jornal O Liberal, com inúmeros problemas para resolver - inclusive na vida pessoal - e, neste dia, tudo estava dando errado. Quando cheguei na pauta, meu flash parou de funcionar – e estavam presentes vários outros colegas fotógrafos de jornais concorrentes. Tive vontade de sentar e chorar, mas eu tinha que sair dali com pelo menos uma foto boa. Todos os jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos tinham criado uma espécie de paredão, e, por conta do meu tamanho, se tornou impossível conseguir um lugar pra mim. Deslizei entre o pessoal e me coloquei do lado oposto do paredão, tentando aproveitar a luz do cinegrafista. Voltei para a redação e meu chefe me perguntou se eu tinha conseguido a foto da capa. Gelei, né? Não tinha baixado as fotos e não fazia ideia se tinham funcionado do jeito que tentei. Achei que ia perder o estágio nesse dia, ahahah! Mas deu tudo certo, meu chefe gostou bastante da foto. Moral da história: nesse dia, tive que aprender a me virar e a acreditar no meu potencial, apesar de todos os problemas que tinham me acompanhado até ali.
Essa foto, do casamento homossexual promovido pela Defensoria Pública, foi a minha primeira capa e uma das melhores lições de vida que tive. Eu estava com 20 anos, terminando a faculdade e estagiando no jornal O Liberal, com inúmeros problemas para resolver – inclusive na vida pessoal – e, neste dia, tudo estava dando errado. Quando cheguei na pauta, meu flash parou de funcionar – e estavam presentes vários outros colegas fotógrafos de jornais concorrentes. Tive vontade de sentar e chorar, mas eu tinha que sair dali com pelo menos uma foto boa. Todos os jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos tinham criado uma espécie de paredão, e, por conta do meu tamanho, se tornou impossível conseguir um lugar pra mim. Deslizei entre o pessoal e me coloquei do lado oposto do paredão, tentando aproveitar a luz do cinegrafista. Voltei para a redação e meu chefe me perguntou se eu tinha conseguido a foto da capa. Gelei, né? Não tinha baixado as fotos e não fazia ideia se tinham funcionado do jeito que tentei. Achei que ia perder o estágio nesse dia, ahahah! Mas deu tudo certo, meu chefe gostou bastante da foto. Moral da história: nesse dia, tive que aprender a me virar e a acreditar no meu potencial, apesar de todos os problemas que tinham me acompanhado até ali.

FABÍOLA LOURENÇO | Publicitária e fotógrafa

Era a primeira vez que eu ia a Belo Horizonte, e essa praça talvez tenha sido meu lugar preferido. Chamam de Praça da Liberdade, mas dependendo da época do ano pode muito bem ser chamada de Praça das Flores. Eu lembro que nesse dia passei uma tarde inteira andando por ela, repetindo a mesma volta, observando as pessoas diferentes que ficavam ali um pouquinho. Foi numa dessas que vi essa mãe chegar com seu filhinho, que mal tinha começado a andar, que parecia tímido e ao mesmo tempo extremamente curioso. Ela pegou um potinho de fazer bolha de sabão e começou a brincar com ele, e não demorou muito para outras crianças se aproximarem e pedirem para brincar também. Contudo, o tempo todo, mesmo rodeados de outras crianças e pessoas, esses dois pareciam tão cúmplices, tão ligados um ao outro, que eu não consegui tirar os olhos deles. Acho que foi a primeira vez que realmente senti, em outros, os laços invisíveis entre uma mãe e um filho. Aquela coisa inexplicável que a gente acha que só sente com nossas próprias mães, sabe? Eu consegui sentir entre eles também. Desde então, a imagem desses dois brincando naquela praça se tornou uma das cenas mais bonitas que eu guardo na minha memória.
Era a primeira vez que eu ia a Belo Horizonte, e essa praça talvez tenha sido meu lugar preferido. Chamam de Praça da Liberdade, mas dependendo da época do ano pode muito bem ser chamada de Praça das Flores. Eu lembro que nesse dia passei uma tarde inteira andando por ela, repetindo a mesma volta, observando as pessoas diferentes que ficavam ali um pouquinho. Foi numa dessas que vi essa mãe chegar com seu filhinho, que mal tinha começado a andar, que parecia tímido e ao mesmo tempo extremamente curioso. Ela pegou um potinho de fazer bolha de sabão e começou a brincar com ele, e não demorou muito para outras crianças se aproximarem e pedirem para brincar também. Contudo, o tempo todo, mesmo rodeados de outras crianças e pessoas, esses dois pareciam tão cúmplices, tão ligados um ao outro, que eu não consegui tirar os olhos deles. Acho que foi a primeira vez que realmente senti, em outros, os laços invisíveis entre uma mãe e um filho. Aquela coisa inexplicável que a gente acha que só sente com nossas próprias mães, sabe? Eu consegui sentir entre eles também. Desde então, a imagem desses dois brincando naquela praça se tornou uma das cenas mais bonitas que eu guardo na minha memória.

TAMMY CALDAS | Publicitária e fotógrafa

Esta não é a minha melhor fotografia, mas tem um significado muito especial para mim. Foi feita no dia do meu primeiro contato com uma câmera profissional analógica, durante uma saída fotográfica com os meus amigos da faculdade, no ano de 2009. A paixão pela fotografia começou bem ali e, sem dúvidas, hoje tenho muito sorte de trabalhar com o que eu mais gosto de fazer: fotografar.
Esta não é a minha melhor fotografia, mas tem um significado muito especial para mim. Foi feita no dia do meu primeiro contato com uma câmera profissional analógica, durante uma saída fotográfica com os meus amigos da faculdade, no ano de 2009. A paixão pela fotografia começou bem ali e, sem dúvidas, hoje tenho muito sorte de trabalhar com o que eu mais gosto de fazer: fotografar.

 

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