Casa de Folha abre as portas do seu “Bangalô”

Grupo paraense lança seu primeiro EP, feito de encontros e sem rótulos; ouça e confira o faixa a faixa exclusivo

Gustavo Ferreira

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Casa de Folha, grupo de Belém que lançou hoje (29) seu primeiro EP, “Bangalô”. (Foto: Karina Paes)

O que cabe em um bangalô? Dentro das paredes de madeira podem morar todos os sons, todas as vozes, todas as ideias. Não importa o espaço físico, o metro quadrado, porque o espaço onde a música e a poesia viajam é o céu, e ele é infinito. E nesta sexta (29) o grupo Casa de Folha abriu as portas e lançou ao ar seu primeiro EP, chamado “Bangalô”. Ele está disponível on line [OUÇA ABAIXO], como resultado de uma história de chegadas, partidas e experimentação acima de tudo.

O pastiche musical presente nas quatro faixas do trabalho são a essência do grupo musical de Belém que surgiu há cinco anos, como um encontro entre amigos: o baixista Jassar protázio e o violonista André Butter. “No inicio a gente buscava algo bem regional, do pau e corda, da raiz, acho que até uma necessidade de se afirmar. Pouco a pouco se percebeu que não éramos isso, havia a vontade de misturar, confundir, às vezes não fazer sentido mesmo”, conta André. E assim alguns parceiros foram se agregando e entrando na casa, até a formação atual da banda. Além de Jassar e André, o Casa de Folha é Ismael Rodrigues na percussão e a agradável voz de Thais Ribeiro. Também fazem parte da família os músicos JP Cavalcante (pecruteria) e Daniel Serrão (sax e teclados).

Nesse tempo de estrada o bangalô se tornou móvel e passou por festivais na capital e no interior do Estado, e de cada experiência ficou uma referência musical. Algumas são mais conhecidas, como Lenine e Vanessa da Mata, já outras são menos ouvidas no mainstream, como Mestre Cardoso. Porém não dá – e nem é essa a intenção da banda – para definir qual é a do Casa de Folha. “mais do que tentar alcançar um rótulo como MPB, Música Regional, Alternativo, a gente queria sim fazer um som que se identificasse e a única certeza é que queríamos fazer música brasileira”, diz André.

GALERIA | Casa de Folha

Nesse vai e vem de pessoas, histórias e ideias em trânsito nasceu o “Bangalô”. Com direção e produção de Renato Torres, o EP contou com a participação luxuosa de Juliana Sinimbú. Participação, coletividade, são os alicerces desse grupo, que não à toa se chama Casa. “Essa banda é bem mais um palco, talvez por isso a gente sempre caia nessa coisa de Casa mesmo. Um brinde ao som que nos faz bem, um brinde por insistir em acreditar que coletivamente somos mais. Nunca um mais que, sempre o tanto quanto”, destaca o violonista e compositor.

FAIXA A FAIXA | “Bangalô”, de Casa de Folha, por André Butter

Faixa 1 – Sina de Mar (André Butter/Dany Teixeira/Jhonny Russel): “Ela poderia ser só uma canção, um par de rimas, mas virou uma metáfora muito forte pra gente quanto à vida, esse mar aberto que vive entre calmarias e tempestades. A linha de raciocínio pra esse arranjo é um grande presente do JP Cavalcante e aí vem o baixo poderoso do Jassar, as percussões e vozes muito firmes. Meu violão só acompanha e o violino determina que aquela é uma canção diferente. Igor Amaro é um amigo iluminado que suaviza uma tempestade em meio a uma canção e o verso só certifica o que, de fato somos: navegadores!”.

Faixa 2 – Musa (Dany Teixeira/André Butter/Henrique Martins): “Essa canção começa com um sonho da Dany e um par de versos bonitos que ela me apresenta em um destes encontros da vida. Imediatamente aquilo me remeteu a filha de um amigo (Jhonny Russel), a qual se chama Musa, e depois a canção acabou quase que descrevendo a alegria em ver uma criança ser apenas criança. Henrique Martins acentuou o refrão e a canção se fez. Importante: a voz que vocês escutam no início é da própria Musa contando uma das tantas histórias que só ela sabe contar”.

Faixa 3 – Sá Coisa (André Butter/Jassar Protázio): “Após uma noite de bate papo e cervejas a gente ficou se questionando a razão pra tanta reclamação e pouca ação, e como a gente faz de costa larga nossas divindades. Desse jeito de prosa sacana, a canção nasceu. No EP, a Juliana Sinimbú conduz esse lero todo e marca um fato muito bacana: Ela que nos aproximou do Renato Torres e oportunizou que esse trabalho acontecesse. Após isso, estamos tentando reduzir as reclamações e investir mais nas ações”.

Faixa 4 – Meio Total (Casa de Folha/Renato Gusmão): “Essa é uma parceria em uma letra maravilhosa do poeta Renato Gusmão. Conheci ele no caixa dos Correios, entregando um projeto pra envio. Naquela rápida prosa, trocamos contatos e por um e-mail ganhei esse presente para ser musicado. Essa canção é a grande novidade a todos deste EP e já apresenta a Thais Ribeiro como a voz que vais nos conduzir por aí. E que pergunta interessante, né?! É meio ou total?”.

FICHA TÉCNICA | “Bangalô” (2016), de Casa de Folha

Gravado, mixado e masterizado no GUAMUNDO HOME STUDIO
Direção e Produção: RENATO TORRES
Produção Executiva: ANDRÉ BUTTER
Violões: ANDRÉ BUTTER
Percussões: KAIO SENA/JP CAVALCANTE
Baixo elétrico: JASSAR PROTÁZIO
Vozes: DANY TEIXEIRA (“Musa” e “Sina de mar”)/JULIANA SINIMBÚ (“Sá coisa”)/THAIS RIBEIRO (“Meio total”)
Arte: RAONI FIGUEIREDO

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