Tempo de chegadas

Mais de 80 mil turistas são esperados para o Círio de Nazaré. Pessoas que fazem de tudo para viver o clima do segundo domingo de outubro em Belém

Gustavo Ferreira

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As fitinhas que deixam bem claro nos terminais, portos e aeroportos mundo afora: “essa mala vem do Pará”. (Foto: Gustavo Ferreira)

 

marca-monoAlém das 12 romarias religiosas que reúnem milhões de pessoas nas ruas de Belém e da Região Metropolitana nestes dias da quadra nazarena, o Círio é um clima na cidade. Várias programações culturais se voltam ao tema, transformam a capital e atraem gente do Brasil e do mundo inteiro. Pessoas que viajam por quilômetros ao encontro da Festa e de tudo o que constitui esse evento. O DIEESE Pará estima que mais de 80 mil turistas já começaram a desembarcar em Belém.

Nesta sexta-feira quem chega é a jornalista Amanda Pinho, direto de São Paulo. Ela mora na capital paulista desde o ano passado, onde foi buscar novas oportunidades de trabalho e de estudos na área de Comunicação Digital e Redes Sociais, mas é impossível não viver a festividade mariana em sua terra natal. “Eu sou realmente muito apaixonada pelo Círio, faço mais questão de estar em Belém em outubro do que no Natal, por exemplo”, diz Amanda, que colabora com o portal Brasis – uma central de conteúdos e rede de pesquisas e projetos que participo aqui em São Paulo e que fala, estuda e respira cultura brasileira, segundo a própria Amanda – e, no ano passado, escreveu um post especial sobre o Círio do ponto de vista de várias pessoas. Um mosaico de sentimentos que representam a relação da paraense com esses dias de outubro.

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Amanda Pinho. (Foto: Luisa Estanislau)

Mais do que reencontrar os amigos e familiares que ficaram em Belém, Amanda não vem sozinha para a experiência do Círio. Quatro amigas de diferentes Estados vêm junto para a capital, graças à divulgação feita por ela. “A maioria das amigas que vão são do Brasis. Acho que foi mais fácil de elas aceitarem o meu convite por já terem essa paixão pelo Brasil e também algum conhecimento prévio sobre o Círio – uma delas já conhece Belém, inclusive. As outras duas amigas que estão indo eu conheci trabalhando em agências em São Paulo e o sim delas foi realmente uma surpresa muito feliz pra mim”, conta.

Uma dessas amigas é Thaís Freitas, do Rio de Janeiro, mas que mora em SP. Vai ser a primeira vez dela aqui em Belém, e a ansiedade é grande: “Tô fazendo a contagem regressiva desde o dia em que comprei as passagens”. Vai ser a oportunidade de conhecer um pouco mais da região Norte, uma oportunidade que esperou um ano para se concretizar. “Ano passado a Amanda me chamou pro Círio, mas não deu pra ir. Quando ela convidou de novo, em janeiro, não pensei duas vezes e comprei as passagens. Nunca planejei uma viagem com tanta antecedência”, conta a carioca.

E por falar em planejamento, Amanda já está preparando uma lista do que fazer nos poucos dias que vai passar aqui em Belém – ela chega hoje e volta a SP na madrugada de segunda-feira. Além da tradição pessoal de acompanhar toda a Trasladação com um grupo de amigas no sábado, e de ver a passagem da imagem peregrina e o indispensável almoço do Círio na casa da avó, a jornalista tem várias alternativas no circuito não-religioso: “devo ir pra alguma festa em alguma beira de rio na sexta à noite; arrastão (com show ou sem!) não pode faltar nunquinha; ainda no sábado a gente deve visitar a Estação das Docas e o Ver-o-Peso”. E depois da grande romaria do Círio? “também temos algumas opções pro domingo à tarde, caso a gente ainda tenha alguma energia até lá (haha)”, garante Amanda. Thaís preferiu não se programar muito, vai deixar rolar: “Na real eu não sei qual vai ser a programação, vou deixar a Amanda me guiar e tentar vivenciar Belém pelo olhar dela. E não tenho dúvidas que essa vai ser a melhor experiência possível”.

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Thais Freitas. (Foto: Acervo pessoal)

Mesmo sem muitos planos, uma coisa é certa para Thais: o roteiro gastronômico está garantido! Ela garante que o isopor vai pra São Paulo cheio de tucupi, maniçoba e açaí, mas tem um momento em especial que ela quer viver: “Devo confessar que de toda parte gastronômica a que me deixa mais feliz é a oportunidade de almoçar na casa dos pais e da avó da Amanda durante minha passagem por lá. Ela me explicou que é uma tradição o almoço do Círio, realizado no domingo, e nesse dia ela faz questão de sentarmos à mesa com a família dela. Eu fico emocionada só de pensar. Ir a restaurante é sempre bom, mas gosto mesmo de compartilhar refeições com as pessoas que moram nas cidades por onde passo. Ouvir as histórias dos pratos, saber como aquela tradição afeta a sociedade local e por ai vai. E, claro, entre uma garfada e outra eu tento sempre colher receitas pro meu caderninho”.

E não faltam desejos bons para essa estadia de Thaís e das demais amigas. Afinal, quem viveu uma boa experiência no Círio ao menos uma vez provavelmente quer que os amigos também tenham boa estadia. “Esse Círio vai ser muito especial pra mim, em vários sentidos – um deles é por ser o primeiro em que vou estar no papel de anfitriã. Então tudo o que eu desejo, eu já não estou desejando só pra mim. Quero que todas elas possam sentir um pouquinho do que é essa Belém que a gente tanto ama e se orgulha”.

Para quem já viajou pelo Brasil e pelo mundo, morando inclusive fora do país por um ano, Amanda sabe exatamente o que quer levar de volta dessa breve passagem pela sua cidade: “Tudo o que Belém pode me proporcionar”.

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