A poética do sagrado no show “Tambores de Rio”

Cantora Cissa de Luna faz show nesta quarta-feira (17) com obras do compositor André Nascimento, inspiradas em divindades e religiões

Com informações da Assessoria

Walda Marques 2
Cissa de Luna. (Foto: Walda Marques)

Divindades, religiosidade, sincretismo, símbolos de fé e força em cultos da natureza, cuja água é elemento-chave. A poética do sagrado é a inspiração do compositor André Nascimento, cujas canções serão compartilhadas com o público na voz da cantora Cissa de Luna, no show Tambores de Rio. A apresentação será no Teatro Margarida Schivasappa, na próxima quarta-feira (17).

Cissa é de Salvador, mas foi criada no Rio de Janeiro, antes de vir para Belém.  Além de cantora lírica e popular, é pós-graduada em Arteterapia e dá aulas de canto. Toda a arte que corre nas veias dela vem do berço: a avó materna era prima de Ary Barroso, e o avô paterno, primo de Jorge Amado. Com o tempo começou a pesquisar vida e obra de grandes músicos como o paraense Waldemar Henrique e o baiano Dorival Caymmi, e daí nasceu o disco que ela também apresenta no show: Waldemar Caimmy – A Travessia das Águas (2014).

“Elas [as canções do disco] têm uma ressonância mítica de questões como o sagrado, o amor, a morte, o tempo, banhados pela opulência da natureza e das águas, que transcende os limites da Bahia e da Amazônia. É o encontro do rio com o mar”, descreve Cissa. Esses traços do trabalho dela atraíram o compositor André Nascimento. Eis mais um encontro envolto pelo sagrado, na vida dos dois.

André, que há trinta anos trabalha como músico e produtor cultural, tendo realizado shows de artistas de Pinduca a Caetano Veloso, circulando por diferentes estilos musicas, explica seu encontro com Cissa: “um compositor e uma intérprete, que, irmanados por suas experiências de vida e de origem, lançam-se em um interlúdio musical entre o onírico e o telúrico, cujos rios desaguam nos tambores de sonoridade forte, fluente e pujante como a opulenta Amazônia”.

Essas experiências dele também passam pelas artes plásticas, pela poesia e pela cenografia, e têm em seus encontros com diversas entidades religiosas momentos de profunda inspiração. A Umbanda e o Tambor de Mina, além de pajelanças, estão entre suas memórias afetivas e em suas pesquisas, mas o carimbó tem um significado especial: “Para mim, o tambor do carimbó também é sagrado”, afirma André, que completa reforçando o que move suas letras: “É por ter fé e crença, elementos fortes da cultura brasileira, que eu componho”.

O show Tambores de Rio foi contemplado com o edital Seiva, da Fundação Cultural do Pará, e promete ser uma abordagem mais do que musical das simbologias impressas em cada canção. Será uma celebração do encontro de afinidades entre Cissa e André, que encerra: “Cantamos o sagrado em sua dimensão ancestral e divina”.

Serviço | Show Tambores de Rio, com Cissa de Luna (Part. Renata Del Pinho)

Data: Quarta-feira, 17/05
Horário: 20h
Local: Teatro Margarida Schivasappa – Centur (Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré)
Ingressos: R$ 20,00 (Loja Ná Figueredo da Estação das Docas). Ingresso promocional antecipado online pelo Sympla: https://goo.gl/sYGDXA
Mais informações: (91) 98726-4128 / 99806-2754

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