Banda faz crowdfunding para o primeiro álbum

Trio paraense Os Bandoleiros e a Cigana faz rock independente e abriram campanha na internet para arrecadar fundos e produzir disco

Gustavo Ferreira

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Tamires, Diego e Lucas: Os Bandoleiros e a Cigana. (Foto: Mariza Miranda)

Em 2014, entre meio milhão de habitantes, três fãs de Foo Fighters, Gram, Turbo e Eletrola decidiram se reunir pra fazer um som autoral independente, alternativo. Tamires Nobre no contrabaixo, Lucas Armstrong na bateria e Diego di Paula na guitarra e nos vocais, formaram a banda Os Bandoleiros e a Cigana. De lá pra cá foram apresentações, duas demos gravadas, um clipe do single Mais um Dia, mas agora o passo a dar é maior: a produção do primeiro álbum. E pra essa missão o trio convocou o público na internet, com uma campanha de crowdfunding.

A iniciativa, que só em 2016 arrecadou mais de 16 milhões de reais em projetos de todo o Brasil (a partir do site Catarse), é uma das saídas encontradas pela banda para tentar superar a dificuldade de muitas bandas que buscam concretizar os primeiros grandes sonhos, como gravar um disco. “Ter uma banda de rock no cenário local é um risco prazeroso. Geralmente quem é artista, independente de qual seja a vertente, tem que ter um trabalho paralelo que seja uma fonte de renda para sobreviver e ao mesmo tempo ser capaz de continuar com sua arte. Mas muitas vezes isso nem sempre é possível, pois o custo de fazer algo com o mínimo de qualidade é elevado, e nem sempre o artista consegue tirar do próprio bolso”, explica Tamires.

O crowdfunding aberto pelo trio na semana passada oferece recompensas para as doações, que vão de acesso prévio ao download do álbum, até aulas de bateria e um ensaio fotográfico feito pelo vocalista e guitarrista, Diego. Clique aqui para ver a página da campanha, que fica disponível online até o início de agosto.

PLAY | Vídeo sobre a campanha da banda

Caso a meta seja alcançada, o primeiro disco da Os Bandoleiros deve ficar pronto até o fim do ano, todo autoral. Tamires conta um pouco da sonoridade desse trabalho: “Quem escutar o disco vai notar na sonoridade um pouco de grunge dos 90 e de bandas que influenciaram essa década. Nossas composições e letras são simples em harmonia mas recheadas de significado. Não conseguimos nos definir dentro de um determinado segmento do rock, por isso costumamos dizer que nosso som é alternativo ou pós-punk”.

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Foto: Mariza Miranda

Em dezembro do ano passado a banda lançou um clipe do seu primeiro single, Mais um Dia, produzido em parceria com estudantes do curso de Produção Multimídia da UFPA. Ou seja: mais uma vez o trabalho nasceu com a força de amigos. Por isso Tamires (que também dirigiu o clipe) reforça o valor do apoio do público, pelo bem da cena cultural de Belém, que ganha destaque com bons projetos, mas ainda sente muitos problemas na captação de recursos.

“Infelizmente os artistas paraenses não são valorizados como deveriam. Mesmo existindo leis de incentivo a cultura como a Semear (estadual) e Tó Teixeira (municipal), a dificuldade de ter um projeto aprovado e de ele não atender as especificidades de cada edital é grande. Então resolvemos abrir e pedir esse apoio de forma direta às pessoas que curtem nosso trabalho, afinal isso é por eles e para eles”, afirma a baixista da banda.

PLAY | Mais um Dia (2016), de Os Bandoleiros e a Cigana (Dir.: Tamires Nobre)

O dinheiro arrecadado vai ser investido em todas as etapas de produção do álbum, da gravação à masterização. A produção musical vai ser de Andro Baudelaire, e a arte gráfica do disco fica com o talento do designer e ilustrados Lucas Pereira. Mas enquanto o disco não sai, Os Bandoleiros e a Cigana seguem trabalhando. Não é, Tamires? “Nesse período de campanha, vamos lançar o single Tempo junto com o videoclipe do mesmo . Além é claro de ensaiar sempre aos finais de semana; o processo de criação é constante e sempre fazemos novas composições”.

MAIS | Canais digitais da banda Os Bandoleiros e a Cigana

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Os Bandoleiros e a Cigana. (Foto: Mariza Miranda)
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