Empoderadas

Mari Tupiassu e Lollie Coelho. Duas amigas. Duas mulheres unidas pra defender o empoderamento feminino na internet (e fora dela também). Duas Ousadas. Saiba mais sobre o projeto.

Gustavo Ferreira

Ousadas 04 - Chico Atanasio
Num balcão de bar, Mari Tupiassu e Lollie Coelho falam tudo. (Foto: Chico Atanásio/Divulgação)

Quem ousaria falar de empoderamento na internet, pra milhares de pessoas, contando suas próprias experiências e se expondo para que vejam o quanto é importante ser dona de si? A jornalista Mari Tupiassu e a empreendedora Lollie Coelho decidiram aceitar essa empreitada, e em abril assumiram no mundo digital suas personalidades fora dele. Elas são as Ousadas, no Youtube e em outros perfis, pra cada vez mais pessoas verem.

Hoje são mais de 600 inscritos no canal, 1820 seguidores no Instagram, e quase 6 mil likes no Facebook. Elas conseguiram esse retorno em menos de três meses botando o dedo em alguns assuntos, como o “namoro ioiô”, paixão, maternidade, o novo e famoso verbo “crushar” (ou paquerar, pros mais antigos), casamento e solteirice. Tudo isso pra dizer uma única mensagem: a do empoderamento feminino.

“Somos movidas por um propósito: empoderar mulheres”.

“Toda mulher tem que ter a ousadia de se amar, e assim, ser dona da sua própria vida. Amar-se primeiro, não é egoísmo. Nós mulheres fomos criadas para colocar tudo em primeiro plano: marido, casa, filho. E não. No be-a-bá das Ousadas, o primeiro passo é conquistar a autoestima. É a partir daí que você se torna dona da sua própria vida”, defendem Mari e Lollie.

Esse aprendizado veio com o tempo pras duas, que se conhecem há muito tempo. 17 anos, pra ser mais preciso. As duras experiências emocionais pelas quais Mari e Lollie passaram juntas foram cruciais para que o Ousadas tomasse forma. “Nunca fomos mulheres dentro de caixinhas. Sempre quebramos regras e regulamentos. Ou seja, sempre fomos Ousadas. Mas o empoderamento mesmo veio quando ressignificamos a nossa vida emotiva. Aprendemos a nos amar primeiro. E esse é o primeiro passo do empoderamento”, reforçam as duas.

Ousadas 03 - Chico Atanasio
Mari e Lollie. (Foto: Chico Atanásio/Divulgação)

Com esse novo olhar de mulher, a jornalista e a empreendedora divulgam, toda semana (às terças-feiras, como hoje) um novo vídeo. Com uma cerveja bem gelada, num balcão de bar, Mari e Lollie soltam o verbo sobre temas que nada mais são do que dilemas reais, de mulheres reais, como elas mesmas são. Prova disso é a escolha das pautas, muitas delas que nascem de demandas do público:

“Escolhemos a partir do feedback do nosso público e trazemos também discussões que a nossa própria equipe traz pra pauta. Fazemos o ‘call to action’, convidando a nossa audiência para se envolver com os temas. E elas se envolvem. Estamos recebendo textões com dilemas afetivos de meninas do Brasil inteiro, que pedem pra gente discutir no nosso balcão. Estamos, inclusive, criando um quadro, só para discutir o dilema das nossas meninas. É importante que o público tenha esse retorno”.

E se elas bebem da fonte da audiência, é porque a repercussão é grande. As Ousadas causam, e não apenas por aqui. “O vídeo dos ‘desnamorados’ nos deu um retorno absurdo, mídia espontânea nacional. Mas o mais recente, “Como se apaixonar sem sofrer”, também tá batendo a marca de 35 mil visualizações no facebook. O que notamos é que a cada dia a nossa audiência aumenta, o que, claro, já estávamos prevendo. Nossa maior audiência é no estado de São Paulo. Não nos perguntem o porquê (risos). E a cada vídeo novo que entra percebemos que as meninas falam: ‘caramba, eu precisava ver esse vídeo’. Graças a Deus, nosso retorno é cada vez maior”, destacam.

PLAY | Veja o vídeo “Como se apaixonar sem sofrer”

Por sinal, que público é esse? Pra quem as Ousadas falam? “Falamos de mulher pra mulher”, respondem Mari e Lollie, “mas percebemos que o nosso público gay é cada vez maior. Acho que toda mulher se identifica. Nossas críticas são muito positivas”.

“Estamos incomodando os machistas, mas até aí tá tudo lindo. São eles mesmo que queremos incomodar”.

E funciona. Recentemente o projeto recebeu comentários machistas nas mídias sociais. Sobre eles, Mari afirma: “Diante desses comentários, eu acredito que ainda dá mais força para esse projeto, porque a gente percebe que existe uma parcela da população que ainda não sabe o que é o empoderamento, o condena e que não reconhece as desigualdades históricas entre os direitos de homens e mulheres”. Lollie reforça que “de dez comentários negativos, são centenas de comentários positivos na nossa página, e é isso que nos incentiva a continuar na luta”.

Comentarios Machistas OK
Alguns comentários machistas contra as Ousadas no Facebook.

A luta é todo dia, nas redes e também fora da internet. Como um projeto crossmídia e crosschannel (que vincula várias plataformas, vários canais, de maneira integrada), as Ousadas estão presentes em várias plataformas, e também em festas e eventos. “Somos empoderamento e somos também cultura pop. Vamos mandar a nossa playlist no Marujós, em Salinas, dois finais de semana do verão. E ainda estamos criando a nossa performance para o dia”, revelam as moças. E outros passos? Onde mais elas querem ousar? “Temos um projeto para a TV, mas ainda é segredo”.

SERVIÇO | Ousadas

Vídeos novos toda terça-feira no Youtube.

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