Com o apoio dos fãs, banda lança primeiro CD

Lançamento do trabalho do trio Os Bandoleiros e a Cigana será amanhã (12) na internet; produção saiu do papel por meio de crowdfunding

Gustavo Ferreira

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Lucas, Diego e Tamires, o trio Os Bandoleiros e a Cigana, que lançam o primeiro CD amanhã. (Foto: Divulgação)

Em maio de 2017 o Repórter E mostrou a saga de um trio paraense em busca de apoio para a gravação do primeiro disco da sua história. A ideia era conseguir recursos por meio do financiamento coletivo na internet, o crowdfunding. Deu certo, e amanhã (12) o grupo Os Bandoleiros e a Cigana mostra ao mundo o resultado dessa comunhão. O disco homônimo será lançado em plataformas digitais (Spotify, Deezer e Soundcloud).

Com os mais de 3.400 reais arrecadados (R$ 3.480 exatamente, para fins de prestação de contas), os integrantes da banda conseguiram garantir metade dos custos de gravação e mixagem, além das recompensas entregues aos doadores, como camisas, pôsteres e CDs. Ao todo, 68 pessoas contribuíram virtualmente com a realização do sonho de Tamires Nobre, Lucas Armstrong e Diego Di Paula.

Desde 2014 na estrada, Os Bandoleiros e a Cigana são um trio de Ananindeua, que tem em bandas como Gram e Foo Fighters suas inspirações. E para o primeiro disco, que na versão digital terá oito faixas (a versão física terá duas bonus tracks), as composições, todas autorais, retratam questões do mundo contemporânea (intolerância é o motor de “Anestesia” – inédita do CD, parceria com Nil Lima, vocalista da banda Moonges do Vietnã) e de cada um de nós, como explica Tamires, contrabaixista: “. Nossas letras trazem reflexões sobre o ser humano, diante de situações que podem ser consideradas até cotidianas; elas representam momentos em que todos nós podemos parar e pensar na nossa condição como indivíduo, diante de problemas e soluções que a vida apresenta”.

“Páginas rasgadas e esquecidas / fazem o capítulo se repetir / fermentam a ignorância / um surto encantador”. (“Anestesia”, de Os Bandoleiros e a Cigana)

As composições, que nascem no violão de Diego, e são construídas com Lucas e Tamires, reúnem as influências de cada um, num processo de lapidação criativa. “Bom, a gente tem influências em comum, gostamos de pós punk, punk rock, grunge e cada um bebe também de diversas outras vertentes do rock’n’roll. Quando criamos um arranjo, essas inspirações podem surgir, ou no baixo, ou na bateria ou na guitarra, as vezes em uma estrofe só, ou em uma música inteira”, explica Tamires, que não define o estilo da banda: “às vezes soa pop, punk, heavy… talvez por isso a gente se considera alternativo”.

 

CAPA 1 (3) - CERTA
Arte: Lucas Pereira

FICHA TÉCNICA | CD “Os Bandoleiros e a Cigana” (2018)

 

Arranjos: Diego di Paula (vocal/guitarra), Tamires Nobre (baixo) e Lucas Armstrong (bateria)
Backvocals: Nil Lima, Tamires Nobre e Andro Baudelaire
Gravação e mixagem: Andro Baudelaire (Abbey Monsters Studio)
Apoio e distribuição: AmpliCriativa – Agência Cultural
Arte do Álbum: Lucas Pereira

Amanhã, no dia em que o disco sair para o mundo, a banda faz um show no Projeto HC Edição Especial, com a banda paulistana ZIVE (SP), a partir de 20h na Confraria do Rock (Rua Florianópolis, 2112, entre Rua Altamira e Rua Guajará – Val de Cães, Belém). E no dia 26, também na Confraria do Rock, um show especial vai celebrar o lançamento deste trabalho, com convidados especiais (Lambada Hit Combo, Irene e Moonges do Vietnã).

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