Dois na Janela lança primeiro EP

Formiga foi lançado hoje em plataformas digitais. O Repórter E ouviu as seis faixas.

Gustavo Ferreira

CAPA - LAÉRCIO ESTEVES
Capa do EP Formiga. (Arte: Laercio Esteves)

Como as formigas, eles formaram uma comunidade. Um grupo. Pepeco (voz e violão), Ramón Rivera (guitarra e vocal), Elder Lima (baixo) e Ismael Rodrigues (bateria) são a formação atual de uma banda que surgiu em Abaetetuba, nordeste paraense, quase cinco anos atrás: a Dois na Janela. Hoje o resultado de quase cinco anos de trabalho pode ser ouvido por todo mundo: está no ar o EP Formiga, nas principais plataformas digitais.

Seis faixas de um som pop rock forte, no top de grandes bandas nacionais, com letras igualmente intensas. O tempo e as relações humanas estão entre as principais inspirações da banda.

Formiga abre em um ritmo mais low, que pode dar a falsa impressão de leveza sonora das demais canções. “Máquina do Tempo” provoca uma reflexão sobre nossas escolhas, o tempo que temos e o que passou. Fala de mudanças em primeira pessoa, um depoimento nostálgico e triste de quem diz: “ele é rápido e pode não voltar, ele vai acabar com todos os sonhos”. E não, a viagem não terminou. É só o começo.

Na sequência vem “Dias Intermináveis”. Aqui começam a brilhar as cordas e a bateria mais cadenciada. Uma música pop que também fala de deslocamento no tempo, a busca por um novo ânimo, por autoconhecimento. Pela “visão do paraíso”. “De Ser Menino”, terceira música do EP, segue a linha de se descobrir e enfrentar o tempo, mas aqui os versos cantam uma relação, seus desafios e o quanto vale a pena mudar por outra pessoa. Vale registrar: aqui a referência a bandas como Keane é muito forte.

“Dois” vai na mesma levada do encontro, mas aqui o destaque é o desencontro, o afastamento, e o que vem depois das lágrimas: um alívio desconfortável. Uma certa negação do fim. A quinta música do EP, “Coisas”, tem o título autoexplicativo. Miudezas, felicidade que se compra, notícias “assustadoras” e “prometedoras”, vícios e ócio. Frivolidades cotidianas.

E para encerrar, “Ainda Somos”. Uma faixa bem pop, com um pedido: “Nós somos um só, vem comigo na mesma direção”. A salvação para um coração partido, numa declaração muito bem resolvida e poética.

O EP Formiga foi produzido e mixado por Davi Paes. As gravações foram no Casarão Estúdio Sonoro, com Leo Chermont e Dan Bordallo, e também no 203 Studio, por Davi Paes. A masterização foi de Luis Lopes, no estúdio Flapc4 (SP). A divulgação digital é uma parceria com o selo Na Music.

Ele já está disponível no iTunes, PlayStore, Deezer e Spotify.

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