RESENHA: Chuva estrelada

PLACAR RESENHA FINAL

França vence a Croácia em um dos melhores jogos da Copa e conquista o bicampeonato mundial, vinte anos depois

Gustavo Ferreira

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Lloris ergue a taça! (Shaun Boterill/GETTY IMAGES)

Eles sempre estiveram entre os favoritos, entre os mais badalados, os mais cotados para o título. Nas condições normais, eles poderiam passear. Mas quem passearia numa Copa onde os favoritos, os badalados, os mais cotados, sofreriam tanto? Bastaram alguns jogos, a primeira fase, e os gigantes começaram a cair, como se faltasse força, ou mesmo humildade para entender que o futebol mudou. A Rússia que estreou metendo cinco gols, a Coreia do Sul derrubando a atual campeã – cada um com o seu 7 a 1 -, os espanhóis sucumbindo… A Copa de 2018 se desenhava para um desfecho inédito, surpreendente.

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RESENHA: A queda

PLACAR RESENHA BRA BEL

Seleção não consegue furar bloqueio belga, perde por 2 a 1 em Kazan, e fica pelo caminho pela quarta Copa seguida; Bélgica encontra a França nas semi

Lucas Muribeca e Gustavo Ferreira

Neymar_Toru Hanai REUTERS
A queda. (Foto: Toru Hanai/REUTERS)

Na noite desta sexta-feira, 6, mais uma seleção campeã mundial se despediu da Copa no gramado da Arena de Kazan. Depois de Alemanha e Argentina, infelizmente, dessa vez foi a camisa mais pesada do mundo que deixou a competição. Em um jogo no qual as falhas técnicas individuais se sobressaíram à criação de oportunidades, o Brasil perdeu de 2 a 1 para a Bélgica e disse adeus ao sonho do hexa em 2018.

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RESENHA: Olé à brasileira

Com segundo tempo matador, Brasil vence o México (de novo) e se garante nas quartas-de-final

Gustavo Ferreira

PLACAR RESENHA BRA MEX

Neymar_Getty IMages
Neymar, finalmente decisivo, comemora o primeiro gol do Brasil na vitória contra o México. (Foto: Getty Images)

Eram quase vinte minutos do primeiro tempo em Samara. Os mexicanos, em bom número nas arquibancadas, encheram o peito e começaram a gritar “olé”, enquanto a seleção deles trocava passes com espaço e facilidade no meio campo. O México realmente jogava melhor, e chegava a dominar as ações contra um Brasil que parecia desorganizado. Mas a torcida esqueceu de apenas um detalhe: faltava um jogo quase inteiro. Resultado: Brasil 2 a 0.

A empolgação dos mexicanos até era justificada. William voltava a jogar muito preso, errando cruzamentos e não conseguindo se infiltrar no ataque pela direita. Novamente o jogo era pelo lado oposto, com Filipe Luís titular e Neymar concentrando a marcação – e as faltas. A diferença é que dessa vez o camisa 10 buscou mais jogo, e teve até liberdade para toques de primeira. Assim a Seleção conseguiu crescer no jogo na segunda metade do primeiro tempo, e daí não perdeu mais o controle.

No segundo tempo esse controle virou gol. E logo cedo. E logo saindo dos pés do questionado William, que aos 5 minutos cruzou muito bem uma bola para Neymar abrir o placar, de frente pro gol, sem goleiro. Aliás, Ochoa fez mais uma boa partida, com defesas importantes, mas não o suficiente para impedir a derrota.

Neymar Paulinho_Dylan Martinez REUTERS
Neymar e Paulinho comemorando com a torcida. (Foto: Dylan Martinez/REUTERS)

Aqui é preciso valorizar o crescimento de William. Sem fazer boas atuações no Mundial, chegou a ser substituído por Douglas Costa contra a Costa Rica, hoje não começou bem, mas deu a volta por cima e teve uma atuação digna do seu futebol no Chelsea. A assistência para Neymar foi apenas o primeiro de vários lances de efeito do camisa 19 no segundo tempo. Gabriel Jesus também merece elogios pela entrega na busca da bola e até ajudando a marcação – setor onde ainda tivemos problemas com Fagner, mas nada grave. Thiago Silva resolveu com lealdade e brilhou também.

O Brasil tentou, insistiu, foi mais time e, no fim do jogo, uma jogada com dois jogadores que estavam no banco: Fernandinho roubou uma bola dividida no meio de campo, tocou pra Neymar em profundidade, que cruzou pela esquerda para Roberto Firmino fazer seu primeiro gol em copas. Estava selado nossa terceira vitória seguida na Rússia pelo mesmo placar.

Firmino_Michael Dalder REUTERS
Roberto Firmino entrou e fechou o placar. (Foto: Michael Dalder/REUTERS)

Eram noventa minutos de jogo, mais acréscimos. Foi a vez dos vencedores comemorarem mais uma classificação. Foi a vez de rir por último, aumentar a freguesia mexicana – em copas já são quatro vitórias e um empate em cinco jogos – e celebrar a vaga nas quartas-de-final. Os mexicanos pararam onde sempre empacam, e não teve torcida que desse jeito no futebol pouco criativo e muito agressivo do México. No fim das contas, o “olé” foi nosso.

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Mais uma vez o México fica nas oitavas. Gallardo e Ochoa, ao fundo, derrotados. (Foto: Dylan Martinez/REUTERS)

RESENHA_DESTAQUE

Neymar cresceu. Fez seu grande jogo na Copa, deu bons passes, fez um gol e uma assistência para Firmino. Mesmo caçado – como sempre – ele conseguiu espaços e, com justiça, mereceu o prêmio de “Man of the Match”, o homem do jogo, pela FIFA.

RESENHA_AGENDA

Agora o Brasil espera o vencedor de Bélgica e Japão, que se enfrentam hoje. A partida das quartas-de-final será na próxima sexta-feira, dia 6, em Kazan, às 15h.