Bio Eleições 2018: Cléber Rabelo (PSTU)

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O Repórter E começa a exibir as entrevistas da série Bio Especial – Eleições 2018, com candidatos ao governo do Pará. Todos os cinco postulantes ao cargo foram convidados para participar. Hoje a Bio é do candidato do PSTU, Cléber Rabelo.

NOME COMPLETO
José Cleber Barros Rabelo

Filho de seu Joanilton – mais conhecido por seu Miltinho – com Dona Maria José – a dona Zezete -. Sou filho de pescadores que se aposentaram com salário-mínimo. Meu pai tem 70 anos. Sou casado e tenho 2 filhos.

DATA DE NASCIMENTO
13/11/1972. Tenho 45 anos.

ONDE NASCEU
Eu nasci numa ilha chamada Cajual dos Pereiras, que pertencia ao município de Bacuri, Estado do Maranhão. Na juventude fui estudar na cidade de Bragança, interior do Pará, quando conclui o 2º grau regressei a minha cidade, fui trabalhar como pescador. Já adulto vim para Belém e comecei a trabalhar na construção Civil, como servente de ferreiro.

O QUE JÁ FEZ
Sempre estive nas lutas em defesa da classe trabalhadora. Em 2004, eu tinha sido eleito recente para a diretoria do sindicato e os trabalhadores que estavam construindo o Mangal das Garças fizeram uma forte greve contra as condições de trabalho. Quem era governador na época era o (Simão) Jatene, e como eu estava a frente, lutando em defesa dos direitos dos trabalhadores a polícia me levou preso, mas pra mim esta prisão não me enfraqueceu. Pelo contrário, definiu quem eu sou e de que lado estou, do lado dos trabalhadores, enquanto o Estado tenta criminalizar os trabalhadores quando estão defendendo seus direitos.

Em 2010 fui candidato a Governo do Estado do Pará pelo PSTU e obtive mais de 41 mil votos. Em 2012 fui eleito vereador de Belém. Apresentei projetos como a Lei de redução dos salários dos vereadores, Prefeitos e Secretários do Município, para ganhar igual a um professor. Uma das principais lutas que considero importante foi barrar o projeto do prefeito Zenaldo Coutinho, que queria ficar com o dinheiro do vale-transporte dos trabalhadores que não utilizassem naquele ano. Nós mobilizamos os trabalhadores da construção civil e conseguimos barrar esse projeto.

Outro feito que considero importante na minha vida foi ter ido até Altamira, onde estava sendo construída a Usina de Belo Monte, e libertar 5 trabalhadores da construção civil, que diante de um processo de revolta dos trabalhadores contras as condições de trabalho, fizeram uma forte greve. E estes 5 trabalhadores foram presos de forma aleatória, a polícia não sabia quem eram as pessoas que entraram no alojamento e quebraram alguns equipamentos, e para dar como justificativa a sociedade, prenderam esses trabalhadores. E eu ainda como vereador estive junto com uma advogada em Belo Monte, e conseguimos libertar esses trabalhadores que foram vítimas da criminalização da empresa e da polícia.

O QUE FAZ
Sou operário da construção civil há 20 anos. Faço parte da direção do Sindicato da Construção Civil e membro da Executiva Estadual da Central Sindical e Popular CSP – Conlutas. Entrei no PSTU em 2003. Desde 1998, acompanho as lutas da categoria da construção civil.

O QUE GOSTARIA DE TER FEITO
Eu tinha uma perspectiva de entrar na Universidade e ser advogado, mas por ter que começar a trabalhar cedo pra sustentar a família não conseguiu realizar.

O QUE AINDA QUER FAZER
Hoje o sonho que tenho é um sonho coletivo de transformação da sociedade, sonho de construir uma revolução, que um dia os trabalhadores se unifiquem e façam a revolução, coloquem pra fora os corruptos que não atendem nossos interesses na moradia, na educação, na saúde, no saneamento básico, na segurança pública, na reforma agrária. Por isso tenho um sonho na vida de construir, não somente neste país, mas no mundo inteiro que os trabalhadores consigam assumir o tomar o poder e governar para que possamos ter uma sociedade SEM EXPLORAÇÃO, SEM OPRESSÃO, SEM LGBTFOBIA, SEM MACHISMO, SEM RACISMO, onde as pessoas possam ter pensamentos diferentes sem serem agredidas, assassinadas, por conta de sua orientação sexual. Eu acredito neste sonho e luto pra isso todo dia. Meu objetivo não é pessoal, pois mesmo que consiga melhorar minha vida, e meus filhos, netos, e demais pessoas, como ficariam? Então quero uma sociedade que toda classe trabalhadora possa ser livre, que tenha direito ao trabalho, ao emprego, à saúde, à educação, à moradia, à arte, ao lazer, ao esporte, tudo que nos foi tirado. Este é o grande sonho e eu espero alcançar junto com os trabalhadores.

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